Caminhoneiros param e BR-101 tem filas de cinco quilômetros nos dois sentidos em Tubarão

Policiais rodoviários federais estão em negociação com os líderes do movimento, já que não há previsão de liberação do trecho

Uma paralisação dos caminhoneiros autônomos do país deixa o trânsito complicado no trecho Sul da BR-101 na manhã desta terça-feira. Por volta de 9h, as filas já chegam aos cinco quilômetros nos dois sentidos na região de Tubarão. 

O protesto, nacional, teve início às 6h30min, quando dois caminhões se atravessaram na pista, bloqueando a estrada na altura do Morro do Formigão, que está em obras para a construção de um túnel de duplicação. Quem conhece o trecho consegue pegar o desvio nos acessos à Tubarão, e buscam os caminhos alternativos por dentro da cidade. Mas o trânsito também já é complicado por lá.

Os agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) já iniciaram uma negociação com os líderes do movimento, já que não há previsão de liberação da rodovia.

A paralisação nacional faz parte do Dia do Freio de Mão Puxado, de iniciativa do Movimento Carga Pesada, que ganhou força nas redes sociais nos últimos dias. A categoria quer chamar a atenção para as dificuldades encontradas pelos transportadores rodoviários de cargas na condução dos seus negócios. 

São sete reivindicações, que vão desde subsídio no óleo diesel, renovação de programas de financiamento de dívidas no BNDES, revisão da conhecida Lei do Descanso (Lei 12.619/12),padronização de pesagem de cargas, alteração da forma de cobrança de pedágios, fim da carta frete, até a criação de uma Tabela Nacional de Referência de Frete, para regular os negócios no setor".

O protesto ocorre em vários estados, mas o trecho Sul da BR-101 é o único em Santa Catarina - foi em Tubarão que o movimento nasceu.




Três caminhões cegonha pegam fogo em posto de gasolina, no ES

Motorista e filho dormiam dentro de uma das carretas, mas não se feriram.
Corpo de Bombeiros vai fazer perícia para saber causas do incêndio.

Três caminhões cegonha carregados com veículos novos pegaram fogo, no pátio de um posto de combustíveis, no bairro Nova Rosa da Penha, em Cariacica, no Espírito Santo, por volta das 3h deste sábado (7). Os veículos ficaram completamente destruídos e ninguém se feriu. Segundo o Corpo de Bombeiros, uma perícia já foi iniciada para identificar se o incêndio teve motivação criminosa.
Testemunhas disseram que o motorista de uns dos caminhões dormia dentro do veículo com o filho.

Três caminhões cegonha pegaram fogo em Cariacica, Espírito Santo. (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Eles se assustaram com o calor e conseguiram sair. Outros caminhoneiros que também passavam a noite no local tentaram ajudar, mas as três carretas e toda a carga foram danificadas. “Explodiu o primeiro carro, depois o segundo carro e foi pegando fogo nos outros. Na hora, todo mundo correu para tentar socorrer. Até chegar o Corpo de Bombeiros, queimaram os outros caminhões”, contou um dos caminhoneiros.

Caminhão cegonha incendiado na Rodovia do Contorno, no Espírito Santo, ficou destruido (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

A perícia realizada pelo Corpo de Bombeiros tem um prazo de, no mínimo, 10 dias para entregar o laudo que confirma as causas do incêndio. Caso seja identificado motivação criminosa, o documento será encaminhado para a Polícia Civil, que vai investigar o caso.




Montadoras do país se aproximam de 1ª queda em uma década

A indústria de veículos do Brasil pode ver queda de vendas pela primeira vez em 10 anos em 2013 e se prepara para um 2014 com alta de custos, redução de estímulos do governo, bancos pouco interessados em ampliar crédito, além de concorrência maior entre montadoras no país.
O setor, que reduziu em setembro a expectativas de vendas em 2013 para crescimento de 1 a 2 por cento, tem no acumulado até novembro queda de 0,8 por cento nos licenciamentos e torce para que um possível pico de vendas em dezembro ajude a evitar um ano negativo.

A Anfavea esperava anteriormente crescimento de até 4,5 por cento nas vendas este ano, o que marcaria o sétimo recorde anual consecutivo.

“O crédito continua muito difícil, bastante seletivo em veículos leves, apesar da inadimplência estar caindo”, afirmou Luiz Moan, presidente da associação de montadoras, Anfavea, nesta quinta-feira.

“Acredito que pode haver um empate técnico (sobre as vendas de 2012). Empate num volume extremamente favorável que nos mantém como quarto maior mercado do mundo”, acrescentou Moan.

Diante das vendas abaixo do esperado, a produção segue desacelerando desde agosto e grande parte das montadoras deve conceder férias coletivas a partir do dia 20.

O movimento contraria o ocorrido em 2012, quando o setor estava aquecido pela correria de consumidores que buscavam aproveitar desconto maior do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), elevado em parte no início deste ano.

Até novembro, a produção acumula alta de 11,8 por cento, praticamente em linha com a expectativa da Anfavea de alta de 11,9 por cento. Parte do crescimento ocorreu por substituição de importações e maiores exportações, após medidas do governo para incentivar a produção nacional e desvalorização do real.

Bom, mas não excelente

Segundo Moan, o mercado em 2014 será “bom, mas não excelente (…) Por ser ano de Copa do Mundo, haverá alguns estímulos naturais à aquisição de veículos como ônibus urbanos e caminhões para melhorias de transporte urbano, além de taxis e carros por locadoras”, disse ele.

Já os estímulos artificiais devem ser reduzidos. A Anfavea reafirmou que o governo garantiu que elevará a alíquota do IPI no começo do próximo ano e prevê que o BNDES aumentará os juros do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que facilita a compra de bens de capital como caminhões.

Além disso, passará a ser obrigatória a inclusão de freios ABS e airbags em 100 por cento dos veículos produzidos ante 60 por cento neste ano. Deve pesar ainda do setor alta os preços do aço vendido pelas siderúrgicas nacionais.

A competição por mercado também deve crescer com a abertura de fábricas de montadoras como Nissan e Chery.

Porém, Moan evitou confirmar projeção informada por ele em outubro de crescimento de 5 por cento na produção no próximo ano, preferindo informar as previsões da Anfavea em janeiro.

Por ora, a expectativa do setor é de alta nas vendas de dezembro sobre novembro e redução na produção, diante de um volume de estoque de 417 mil veículos. Parte dessas vendas foram feitas em feirões promovidos pelas montadoras nos últimos dias de novembro e que não tiveram tempo de serem incorporadas nos números oficiais de licenciamentos do mês passado.

Novembro

No mês passado, a produção brasileira de veículos caiu 8 por cento ante mesma etapa de 2012 e 10,7 por cento sobre outubro, a 289,6 mil unidades. Já as vendas recuaram 2,8 por cento no ano a ano e 8,3 por cento na mensal, para 302,9 mil veículos.

Por segmentos, as vendas de carros e comerciais leves somaram 288,5 mil unidades, queda anual de 2,9 por cento. Já as vendas de caminhões, caíram 7,7 por cento na mesma comparação, a 11,6 mil unidades, afetadas por indefinição do governo sobre os juros que vai aplicar ao PSI no próximo ano.

A Fiat registrou vendas de 59.718 mil automóveis e comerciais leves em novembro, após licenciamentos de 61.569 em outubro. A alemã Volkswagen tomou da General Motors para o segundo lugar, com vendas de 53.089 unidades em novembro após 56.979 em outubro.

A GM vendeu 51.440 unidades, ante 60.868 no mês anterior. A companhia foi seguida pela Ford, que teve vendas de 26.581 unidades, ante 29.425 no mês anterior. Renault viu licenciamentos de 20.758, ante 21.645 unidades em outubro.

Em caminhões, o mercado foi liderado por Mercedes-Benz, com vendas de 3.125 unidades em novembro. A empresa foi seguida pela MAN, do grupo Volkswagen, com vendas de 2.900 unidades, e Scania, com 1.680 unidades.


Fonte: Exame