Gasolina e diesel terão reajuste em novembro

O cenário da inflação persistentemente acima do teto da meta não altera o discurso do governo de que um reajuste de combustível deve acontecer ainda este ano. Mesmo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tendo alcançado 6,75% em 12 meses – estourando o limite oficial pela terceira vez no ano –, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já sinalizou que deve haver reajuste em novembro. Para os especialistas, no entanto, não há mais espaço para comportar uma correção nos preços da gasolina e do diesel sem que a inflação ultrapasse – em muito – o teto da meta.
Há quem estime que a carestia possa alcançar 8% ao ano. O limite estipulado pelo governo para este ano é de 6,5%. “Não tem espaço. A previsão do mercado é de que ficaremos acima da meta até novembro e, em dezembro, contamos com uma desaceleração”, explica a economista e sócia da Tendências Consultoria Integrada Alessandra Ribeiro. Como no último mês do ano passado o governo reajustou o combustível, a base de comparação é muito alta. O IPCA de dezembro de 2013 avançou 0,93% puxado pelo aumento.
Dessa forma, o mercado estima que a inflação fique entre 6,30% e 6,44% no acumulado do ano. “Sem o aumento da gasolina, já estamos muito próximos do teto da meta. Se esse reajuste acontecer na magnitude necessária – dada a situação atual da Petrobras —, vamos estourar esse limite, sem dúvida”, aponta o economista da consultoria LCA Étore Sanchez. Hoje, o custo para produzir gasolina é maior do que o permitido à Petrobras de cobrar dos clientes.
Para uma corrente de economistas, a possível correção no preço do combustível está intimamente ligada ao resultado das eleições, que serão decididas dia 26. “Esse aumento já deveria ter acontecido há algum tempo, mas o cenário político interfere. Existe uma corrente de pensamento que acredita que, caso o atual governo permaneça, é racional darem esse aumento este ano, dado que já têm garantido outro ciclo de quatro anos no poder. Se não, não faz sentido dar esse alívio ao próximo presidente”, analisou um especialista. Para Alessandra, a única manobra possível para que um aumento no combustível não afete o desempenho previsto para o IPCA deste ano é anunciar a correção no último dia de dezembro. “Assim, o impacto viria em janeiro de 2015.”
Carestia
Mesmo que o reajuste não ocorra, contudo, os especialistas são unânimes em analisar que o índice de inflação vai fechar o ano em um patamar alto diante do cenário de baixo crescimento. Na quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado do IPCA para setembro. O indicador acelerou de 0,25% em agosto para 0,57%.
O principal vilão, para a economista da Tendências, é a carestia no setor de serviços, que persiste alta mesmo com o declínio das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), que está hoje abaixo de 1% na estimativa oficial. Em setembro, o índice de serviços avançou 0,77%. Em 12 meses, o aumento acumulado é de 8,58%. O indicador foi impactado, sobretudo, pelas passagens de ônibus, que subiram 17,85%.



Pesquisa em rodovias indica que 86% dos caminhoneiros estão obesos


Um levantamento feito pela AutoBan, concessionária das rodovias Anhanguera e Bandeirantes, indicou que 86% dos caminhoneiros que trafegam pelas duas vias que cortam a região de Campinas (SP) estão acima do peso. Segundo a pesquisa, de janeiro a setembro deste ano, a maioria dos 12 mil condutores que passaram por atendimento médico nas rodovias apresentaram algum grau de obesidade. Outra constatação é de que, na maioria dos casos, os pacientes possuem algum problema de saúde, como hipertensão e diabetes.
A rotina dos profissionais  pode ser um dos motivos para o problema, já que as longas jornadas e a alimentação inadequada contribuem para a condição de sobrepeso, o que também é uma alegação feita pelos motoristas. “Nem sempre a comida é de boa qualidade. Você está com fome, é obrigado a comer o que tem por ali mesmo”, diz o caminhoneiro Edson Sanches. Bolachas, pão, macarrão instantâneo e enlatados estão entre os alimentos consumidos pelos condutores durante as viagens.
O médico Mário Jorge Kodama, que presta serviços nas rodovias onde o levantamento foi feito, orienta os profissionais e acredita que a alimentação é a principal aliada no processo de prevenção de doenças decorrentes da obesidade. “Interresante é que o caminhoneiro se alimente a cada três horas. Estar se alimentando com uma fruta, uma barra de cereal. Evitar fazer refeições copiosas, ricas em gorduras, associada à atividade física”, sugere.
Fonte: G1



Proposta transfere para Polícia Rodoviária a competência de emitir licenciamentos


A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei (PL 7931/14), do deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC), que transfere para a Polícia Rodoviária Federal (PRF) a competência de emitir o Certificado de Licenciamento Anual (CRLV), que atualmente é expedido pelos departamentos estaduais de trânsito (Detrans).
Agostini argumenta que o patrulhamento de trânsito da Polícia Rodoviária é feito por meio de sistema de troca de informações de “alta tecnologia”. “É preciso usar a capacidade logística e o quadro de funcionários bem qualificados dessa instituição para melhor atender as demandas”, disse.
Atualmente, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, o veículo deve ser licenciado anualmente pelo Detran do estado em que for registrado. Para isso, é necessário quitar todos os débitos de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Seguro Obrigatório de Danos Pessoais (DPVAT) e taxa de licenciamento, além de multas.
Pela proposta, a emissão do licenciamento pela Polícia Rodoviária será viabilizada por meio de convênio entre os órgãos de trânsito estadual, municipal e federal. A PRF é ligada ao Ministério da Justiça.
Tramitação
A proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta: PL-7931/2014



Emplacamentos no país registraram alta de 8% em setembro

Os emplacamentos de veículos subiram 8,08% em setembro, na comparação com o mês anterior, indicando que o setor automobilístico pode ensaiar uma recuperação. O dado foi divulgado ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Ao todo, o mês de setembro registrou a venda de 436.885 unidades, contra as 404.224 verificadas em agosto. Na comparação com o mesmo mês de 2013, contudo, houve retração de 2,92%.
No acumulado do ano, o saldo também é negativo em relação ao ano passado. Consideradas em conjunto, as vendas de todos os segmentos do setor automobilístico acumulam retração de 7,99% nos primeiros nove meses do ano.
Os automóveis e comerciais leves tiveram alta superior à média, de 9,02% no mês, com 282.519 unidades vendidas. Apesar disso, também foi verificada uma queda nas vendas (-3,88%) em comparação com setembro de 2013. Neste ano, foram comercializados 2,4 milhões de automóveis deste segmento, contra 2,63 milhões em igual período do ano passado.
O crescimento foi resultado da estratégia, adotada por fabricantes, de realizar promoções para reduzir os estoques de veículos.
Caminhões
Já os caminhões tiveram a menor alta mensal nas vendas, de 3,43%, com resultado 12,85% menor que o registrado em setembro de 2013. No último mês, foram comercializadas 11.303 unidades deste segmento.
Após amargar sucessivas quedas ao longo de 2014, as vendas de veículos de duas rodas subiram 7,65% em setembro em relação a agosto.
No comparativo com o ano passado, o segmento também cresceu: 1,76%. Apesar do bom resultado, o número de unidades emplacadas ainda acumula redução de 5,26% no ano, somando 1,06 milhão.