Caminhões autônomos fazem caminhoneiros temerem pelo futuro


Caminhões autônomos são uma tendência sem volta. Várias montadoras e outras empresas estão pesquisando sobre o tema, e já há vários veículos em teste pelo mundo. Um das empresas mais promissoras neste assunto é a OTTO, que testa caminhões autônomos nos Estados Unidos, e recentemente fez uma entrega de 50 mil latas de cerveja em um caminhão que não precisa de motorista.
Para a tecnologia, esse é um passo importante, mas os caminhoneiros temem perderem seus empregos pelo uso de tecnologias que funcionam sozinhas, sem intervenção humana. As empresas responsáveis por esses projetos afirmam que o motorista continuará sendo indispensável, e passará a ter outras funções além de dirigir, além de poder tomar o controle em caso de emergência.



Levantamento aponta que 55% das cargas roubadas não são recuperadas

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Um levantamento da consultoria FreightWatch International apontou um crescimento substancial nos roubos de carga durante o terceiro trimestre deste ano no Brasil. Segundo o levantamento, 55% das cargas roubadas no período não foram recuperadas e os produtos mais visados foram os das categorias de Alimentos e Bebidas, Eletrônicos e Produtos Agrícolas, com alguma variação por Estado da federação. “As cargas de produtos de higiene pessoal e limpeza estão também entre as mais recentes novidades, aliadas aos já visados carregamentos de cigarros, eletroeletrônicos, farmacêuticos, químicos, têxteis e confecções, autopeças e combustíveis”, avalia Adailton Dias, Diretor da área de Transportes da Sompo Seguros.

Em São Paulo, os produtos mais roubados foram os das categorias Alimentos & Bebidas, Combustíveis e Eletrônicos. Já no Rio de Janeiro, além de Alimentos & Bebidas e Eletrônicos, também entra na lista a categoria Álcool. Em Minas Gerais, as cargas mais roubadas no período foram as de Cigarros, Medicamentos e Eletrônicos. Especificamente no Triângulo Mineiro há um destaque especial para as cargas de Fertilizantes. No Paraná, neste ano, os produtos mais roubados foram das categorias de Alimentos & Bebidas e Produtos de Limpeza. Na região metropolitana de Porto Alegre (RS) foi registrado um aumento no roubo de combustíveis. Outro aspecto relevante é que desde o segundo trimestre deste ano, os roubos de carregamentos de café aumentaram, principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, que estão entre os principais produtores do País.

Os Estados com maior crescimento na incidência de roubo de carga entre julho e setembro deste ano em comparação ao mesmo período de 2015 foram São Paulo (38%), Rio de Janeiro e Minas Gerais (31%). Ainda segundo o relatório, o assalto com ameaça ao condutor (59%) é o método mais utilizado de abordagem. Em 66% dos casos, o caminhão estava em trânsito e em 34% dos casos o caminhão foi parado. Em 82% dos casos de roubo em trânsito, o veículo estava em movimento e foi obrigado a parar; em 15% foi parado em um posto de gasolina; e em 3% dos casos, parou na estrada. Outro aspecto relevante é que em 32% dos roubos de carga em trânsito, foi relatado que os criminosos usavam jammers, equipamentos eletrônicos utilizados para bloquear o sinal de rastreadores enviados a satélites, o que dificulta a localização do caminhão roubado.

Estradas perigosas
Segundo o levantamento da FreightWatch International, as estradas com maior incidência de roubo são a rodovias federais BR-116, BR-101, BR-040, BR-153 e BR-262. A indicação é semelhante à apresentada pelo relatório JCC Cargo Watchlist, elaborado pela Joint Cargo Commitee, um comitê misto formado por representantes da área de avaliação de risco do mercado segurador de Londres (Inglaterra), que indica os trechos das rodovias BR-116 (Curitiba – São Paulo e Rio de Janeiro – São Paulo); SP-330 (Uberaba – Porto de Santos) e BR-050 (Brasília – Santos) como áreas com risco muito alto para a ocorrência de roubo de cargas.

Prevenção
É praticamente impossível indicar com precisão o total dos prejuízos com o roubo de carga para a economia brasileira, mas sabe-se que são substanciais. Isso porque as ocorrências afetam, além do segmento de logísticas, diversas cadeiras produtivas, além do segmento de segurança pública.

Por conta disso, várias soluções tecnológicas e estratégias estabelecidas por especialistas em gerenciamento de risco são implementas para cada carga embarcada. “O gerenciamento de risco, quando bem realizado, pode ser crucial para que o transporte da carga aconteça de forma segura, eficaz e sem custos excessivos ou não previstos. Isso faz toda a diferença para a eficiência e saúde financeira da operação”, afirma Adailton Dias, Diretor da área de Transportes da Sompo Seguros.

A companhia presta consultoria no gerenciamento de riscos de transportes de carga para os segurados. Para cada embarque é traçada uma estratégia que inclui ferramentas utilizadas, rotas, horários e qualquer outro recurso que possa ser lançado mão para contribuir que a carga chegue ao seu destino. A equipe da companhia trabalha somente com os recursos necessários, pensando em cada situação.

Isso evita que sejam utilizados recursos além do ideal, o que poderia gerar um investimento desnecessário; quando aquém do adequado, o que iria aumentar o risco e a vulnerabilidade para a carga e o motorista. “Afinal, transportar uma carga de equipamentos eletrônicos no Interior de São Paulo é diferente de uma carga de medicamentos na Região Sul e igualmente diferente de uma carga de grãos na Região Centro Oeste”, considera Dias.

Fonte: Divulgação



Seguidas altas do diesel podem levar transportadores à falência

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Diferente do que ocorreu na última revisão dos preços dos combustíveis, há menos de um mês, quando o preço do óleo diesel na refinaria foi reduzido em 10,4%, mas os ganhos se diluíram entre a distribuição e revenda de combustíveis, dessa a vez, o aumento no combustível provavelmente será sentido no bolso dos transportadores.

O motivo para essa expectativa se baseia no anúncio da Petrobras da última segunda-feira, 5, no qual a companhia comunicou o reajuste do preço do litro do óleo diesel em 9,5%, em média na refinaria, ou de R$ 0,17 na bomba, se repassado integralmente para os consumidores.

Para o presidente do SETCESP, Tayguara Helou, o aumento é inoportuno, pois não leva em conta a redução anterior do preço: “Quando houve a diminuição dos valores de combustível, essas variações efetivamente não chegaram aos postos de gasolina, aos transportadores e ao consumidor final, ou seja, houve a redução, mas o consumidor final não a sentiu”, afirma.

O recente aumento, somado a não repasse no abatimento do preço nos postos de gasolina, interfere diretamente nos custos do setor de transportes de cargas, visto que os encargos com o óleo diesel representam de 25% a 30% nas despesas médias das transportadoras.

Segundo Helou, a crise econômica que atinge o país, em conjunto com o aumento no preço do combustível, pode impactar financeiramente nas empresas do setor, levando-as ao fechamento:

“O SETCESP é totalmente contra o aumento do combustível no país, porque passamos por um dos piores cenários econômicos da história do nosso país. Além disso, por ser um dos itens mais onerosos na planilha de custo das transportadoras, este aumento enterraria definitivamente diversas empresas do setor, não é justo aumentar o preço agora se não houve a redução no passado recente”.

Ainda de acordo com Helou, a expectativa é que a entidade interceda junto ao governo e a Petrobrás para que o preço do óleo diesel seja revisto para baixo.





Mercado de caminhões caiu 30% frente a 2015

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O presidente da Anfavea, Antônio Megale, disse logo na abertura de entrevista coletiva nesta terça-feira, 6, que “2016 é um ano que não deixará saudades”. O executivo falou de forma generalizada, mas com certeza poderia ter nomeado os fabricantes de caminhões como autores da frase.

O segmento foi, de longe, o de pior desempenho nos onze primeiros meses do ano. As vendas internas encolheram 30,2% no período, para somente 46,1 mil unidades, enquanto a produção somou 56,4 mil unidades, 21,1% abaixo do registrado em igual período do ano passado.”O setor segue refletindo a retração da economia,” sintetizou, com alguma resignação, Marco Saltini, vice-presidente da entidade e diretor da Volkswagen Caminhões e Ônibus. O executivo, quase em tom de torcida, disse que aguarda a estimada recuperação do PIB em 2017 para que a indústria de caminhões ganhe novamente algum fôlego.

O desempenho de vendas e produção, de fato, tem sido alarmante nos últimos anos. O forte recuo de 2016 foi precedido de tombos até superiores em 2015 e 2014. A ociosidade, em algumas plantas, beira os 70% da capacidade instalada depois que o setor registrou o recorde de 187 mil caminhões fabricados em 2013.Em novembro, mais uma vez, o vermelho predominou nas planilhas das montadoras e revendedores. As vendas somaram 3,8 mil veículos, 19,7% menos do que no mesmo mês do ano passado, ainda que tenham superado em 356 unidades o total de outubro. “No acumulado do ano, porém, temos um mercado semelhante ao de dez anos atrás”, recorda Saltini.

Com esse quadro, não há mesmo porque a produção mostrar desempenho distinto ao longo do ano. Com 5,4 mil caminhões, novembro, porém, registrou ligeira melhora com relação a outubro — 15,7% a mais — e repetiu o resultado de um ano antes, o que não quer dizer muito, afinal no segundo semestre de 2015 os executivos do setor manifestavam a torcida por um 2016 bem melhor. E não foi bem. Ao contrário.

Fonte: Fenabrave