PRF restringe trânsito de caminhões em feriados


Portaria publicada segunda (4) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) restringe o trânsito de veículo de cargas nas rodovias federais durante os feriados de 2017. A medida não valerá para os estados do Acre, Amazonas e Roraima. Em Rondônia, só haverá restrição de circulação no período da Operação Fim de Ano.
De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União, a restrição abrangerá apenas trechos rodoviários de pista simples.
Os veículos de carga que descumprirem a determinação cometerão infração de trânsito e só poderão seguir a viagem após o término do horário de restrição.
A superintendência regional da PRF poderá flexibilizar a restrição em trechos e horários específicos, desde que com base em “fundamentos fáticos e técnicos”, e tendo comunicado a Coordenação-Geral de Operações.

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Emplacamentos de caminhões e ônibus acusam primeira alta do ano


Os emplacamentos de caminhões e ônibus acusaram alta pela primeira vez no ano, em março, em relação ao mês anterior, informou a Fenabrave, que reúne os distribuidores e veículos. Os caminhões mostraram uma evolução de 57,95% ( 4.124 unidades contra 2.611), enquanto os ônibus somaram 1.169 unidades, ante 647 unidades de fevereiro, alta de 80,68%.
Contudo, no comparativo com igual período do ano passado, os números continuaram negativos. Os caminhões acusaram uma redução de 25,52%, ante ás 12.990 unidades licenciadas de janeiro a março de 2016. Da mesma forma que os ônibus registraram baixa de 24,55%, no comparativo com as 3.344 unidades contabilizadas no primeiro trimestre do ano passado.
Os emplacamentos de veículos novos no mercado brasileiro – incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos – também apresentaram crescimento de 37,91% em relação a fevereiro. Foram emplacadas 282.631 unidades em março, contra 204.933 no mês anterior. Já na comparação entre o mês de março 2017 e o mesmo período de 2016 (293.900 unidades), o setor registrou baixa de 3,83% nos emplacamentos este ano.
Na avaliação do acumulado do primeiro trimestre, houve retração de 10,81% para todos os setores somados (foram emplacadas 711.695 unidades, contra 797.967 no mesmo período de 2016).
Segundo a Fenabrave, mesmo com queda acumulada, os emplacamentos demonstram sinais de recuperação.
Fonte: Frota & Cia



Projeto estabelece valor limite de um salário mínimo para multas de trânsito


Tramita na Câmara dos Deputados proposta que estipula o salário mínimo como parâmetro e limitador para a fixação dos valores das multas de trânsito. Segundo o texto, o valor das multas será no mínimo igual a um décimo do salário mínimo e no máximo igual a um salário mínimo. Mesmo o agravamento do valor da multa, a depender da infração, respeitará o valor máximo de um salário mínimo.

A medida está prevista no Projeto de Lei 5269/16, do deputado Goulart (PSD-SP), que altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97). A lei atual estabelece valores específicos em reais para cada tipo de multa, conforme sua gravidade.

Segundo Goulart, o objetivo é proteger o cidadão da “indústria das multas”. “Não se trata de mecanismo para se vincular os reajustes das multas de trânsito aos reajustes do salário mínimo, mas da estipulação de requisitos e parâmetros para a fixação de valores”, explica.

Efeito suspensivo

O projeto estabelece ainda que o recurso apresentado pelo motorista para questionar a multa terá efeito suspensivo até seu julgamento definitivo. Hoje a lei determina que o recurso não tem efeito suspensivo, e Goulart argumenta que o projeto busca garantir “o direito do contraditório, da presunção de inocência e da ampla defesa”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias



Transportadores avaliam impactos do fim da desoneração


A decisão do governo federal de reverter a desoneração da folha de pagamentos pode agravar a situação dos transportadores, setor já fortemente impactado pela queda na economia, e acelerar o desemprego. Em 2016, os serviços de transporte, armazenagem e correios caíram 7,1%, resultado pior que o do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, que diminuiu 3,6%. Além disso, mais de 90 mil postos de trabalho foram fechados por empresas do ramo.

Com a mudança, as empresas afetadas (transporte aéreo; marítimo; rodoviário e ferroviário de carga; e armazenamento de contêineres) serão obrigadas a pagar 20% sobre a folha de pagamentos em contribuição previdenciária. Até então, podiam optar entre esse índice ou uma alíquota sobre o faturamento, que variava de 1,5% a 4,5%, de acordo com a atividade econômica. No transporte, somente o rodoviário, o ferroviário e o metroviário de passageiros foram poupados. Os demais voltarão ao modelo vigente antes da política de desoneração: 20% sobre a folha de pagamentos.

Para os transportadores rodoviários de cargas (segmento no qual a alíquota vigente é de 1,5% sobre o faturamento), a notícia é preocupante. “Isso cria um ambiente de pessimismo e vai trazer prejuízos financeiros significativos”, analisa o presidente da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, José Hélio Fernandes. O problema, ressalta ele, é que não há margem para repassar a elevação desse custo ao preço final do frete, já pressionado para baixo em razão da baixa demanda pelo serviço. Cálculos da entidade apontam que a defasagem do frete varia de 11,7% – para a carga fracionada – a 24,8% – para a carga lotação. “A economia ainda não se recuperou. Nós continuamos com dificuldade de preço de frete, de demanda, os problemas de infraestrutura. O setor lida com muita dificuldade e isso cria uma expectativa muito ruim”, reforça. Ainda, para José Hélio, a medida vai contra outras ações que vêm sendo tomadas para fazer a economia voltar a crescer, como as propostas das reformas trabalhista e previdenciária e a diminuição da taxa básica de juros.

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) estima que o fim da desoneração aumentará o custo do setor aéreo em R$ 350 milhões por ano. Além de o prejuízo financeiro ser alto, o impacto vem em um momento em que o modal enfrenta dificuldades pela baixa na procura pelo transporte aéreo, especialmente no mercado interno. Segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as aéreas brasileiras já enfrentam 19 meses consecutivos de retração na demanda doméstica.

Na navegação marítima, a avaliação é que, entre as empresas que faziam a opção por contribuir à previdência com 1,5% do faturamento, o aumento do custo operacional poderá impactar no valor final do transporte. “A gente lutou para se manter na desoneração. Foi uma medida que trouxe benefícios para a navegação e que vamos perder”, diz o vice-presidente executivo do Syndarma (Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima), Luís Fernando Resano.

Transporte de passageiros

Os transportadores de passageiros dos modais rodoviário, ferroviário e metroviário comemoraram a decisão do governo federal de manter a possibilidade de escolha para a contribuição previdenciária das empresas. Segundo o presidente da NTU (Associação Nacional de Transportes Urbanos), Otávio Cunha, a mudança teria impactado diretamente no preço das passagens. “O transporte foi o setor que mais diretamente repassou o benefício da desoneração para o consumidor final”, recorda. Ele relembra que a decisão do governo federal de conceder o benefício fiscal foi tomada em resposta às manifestações de junho de 2013, que eclodiram com movimentos contrários ao reajuste de tarifas. “Agora que a situação econômica do país está ainda mais delicada, era importante que não houvesse novos impactos financeiros que pudessem afetar esse tipo de serviço”, complementa.

A superintendente da ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos), Roberta Marchesi, também analisa que isso evita impacto sobre a população de média e baixa renda, que é a que mais utiliza o transporte público. “Teria sido muito ruim, tanto para o setor quanto para as famílias brasileiras”, destaca. Segundo ela, as empresas que realizam o transporte metroferroviário de passageiros demonstram a efetividade da política de desoneração fiscal, porque “o setor manteve os postos de trabalho que havia até então e, nesses quatro anos de vigência da medida, foram criados 10 mil novos empregos”.

Fonte: Agência CNT de Notícias