Preço do diesel apresentou leve queda em maio

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O preço do diesel em maio apresentou pequena variação para baixo, de 0,7%, em relação ao apurado em abril, com o preço médio de R$ 3,00/l, ante R$ 3,022 do mês anterior. De acordo com o Índice de Preços Ticket Log (IPTL), Mato Grosso foi o Estado com o preço mais alto, R$ 3,50/l, enquanto o Paraná registrou o mais baixo, com R$ 2,69/l. Os valores foram apurados nos postos credenciados Ticket Log.

Os trechos nas rodovias BR-163 e BR-316, nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará, são os que apresentam as maiores médias de preço, entre R$ 3,25/l e R$ 3,50/l. A Rodovia Fernão Dias registrou a menor variação no valor do combustível no período analisado, com leve alta de 0,2% em relação ao mês anterior.

A Rodovia Régis Bittencourt, em seu trecho no Paraná, apresentou o menor preço do diesel em maio, chegando a R$ 2,69/l.

Na BR-101, maior rodovia do País, os maiores preços do litro do combustível foram registrados no Rio de Janeiro, Espírito Santo e na Bahia, com R$ 3,17/l, R$ 3,07/l e R$ 3,05/l, respectivamente. Já o Rio Grande do Sul apresentou o menor valor do combustível nessa rodovia, com preço médio de R$ 2,80/l, seguido por Santa Catarina, com R$ 2,84/l.

Em São Paulo, o menor preço foi registrado na Rodovia Castelo Branco, com média de R$ 2,90/l.

Fonte.



Como trocar multa de trânsito por advertência e não pagar por ela

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Talvez você não saiba, mas se cometer uma infração leve ou média no trânsito, pode não pagá-la. Multas por parar o carro sobre a faixa de pedestre, dirigir sem os documentos obrigatórios ou desrespeitar o rodízio, por exemplo, podem virar uma simples advertência, sem registrar pontos na carteira.

Calma, não estamos incentivando você a cometer infrações. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentou a medida para ser educativa, como uma forma de não penalizar demais bons condutores, como explica a advogada Rochane Ponzi, especialista em direito do trânsito e professora convidada da pós graduação da Verbo Jurídico.

“Em alguns estados, só por uma multa leve, você já perde o desconto do IPVA”, lembra a advogada. Saiba mais: Como pagar o IPVA nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste

Somente quem não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses e tem histórico de bom motorista pode ficar isento de pagar a multa. Ou seja, se você teve a carteira de habilitação suspensa, nem adianta tentar.

A troca de multa por advertência não é automática. Para solicitá-la, preste atenção em quem emitiu a notificação de autuação, na carta que você recebeu em casa. Pode ser um órgão do governo federal, do governo do estado ou da prefeitura.

Se a multa foi aplicada pelo governo federal, você terá que entregar o formulário de solicitação de advertência e os demais documentos em uma unidade da Polícia Rodoviária Federal ou pelos Correios.

Além do formulário preenchido, os documentos necessários são: cópia da notificação de autuação; cópia da carteira de habilitação ou da carteira de identidade; e histórico do prontuário do condutor, disponível no site do Detran do seu estado.

Se a multa vier do governo do estado, procure o Detran. Em alguns estados, dá para fazer a solicitação pelo site.

Em São Paulo, entre no site do Detran-SP, faça um cadastro, clique em “Serviços online” e, em seguida, em “Solicitar e acompanhar recursos de penalidade”. Depois, preencha, imprima e assine o formulário disponível na própria página. Por último, anexe o formulário e os demais documentos.

Se a multa é da prefeitura, normalmente o motorista tem que ir até uma das unidades do Detran em sua cidade para solicitar a troca por advertência.

E se o pedido for negado?

Cada órgão de trânsito tem direito de escolher se vai ou não trocar a multa por advertência. Segundo o Detran-SP, a solicitação pode ser negada quando o condutor não se enquadra nos requisitos exigidos na legislação ou não apresenta histórico exemplar. Além disso, se a infração cometida apresentar risco à segurança no trânsito, o órgão pode optar por aplicar a penalidade de multa.

Se o pedido for negado, a advogada Rochane Ponzi recomenda que o motorista entre com recurso na Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari). “Faça um recurso como qualquer outro, mas em vez de dizer que a multa é injusta, peça para transformá-la em advertência”, orienta.

Na carta de notificação da autuação que você recebeu em casa, estão as instruções de como e onde recorrer em cada caso.

Fonte: Exame



Acidentes nas estradas dão mais prejuízos do que roubo de cargas

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Quando falamos em prejuízos nas estradas, a primeira ideia que ocorre é roubo de cargas. Mas engana-se quem pensa que esse é o maior problema nas estradas brasileiras. De acordo com a Associação de Gestão de Despesas de Veículos (Agev), prejuízos causados por acidentes de trânsito envolvendo caminhões podem ser até 12 vezes maiores do que os causados pelo roubo de cargas. Já a OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que, atualmente, os acidentes de trânsito nas estradas ou ruas representam um custo de US$ 518 bilhões por ano em todo o mundo.

Diante desse cenário assustador, transportadoras e embarcadoras buscam soluções eficazes, como a telemetria para a gestão de suas frotas. “Pesquisas indicam que o erro humano é responsável por 80% das colisões entre veículos motorizados. Como resultado, as empresas passam por uma crescente pressão para identificar não somente comportamentos de risco, mas também tomar medidas corretivas e aumentar os níveis de segurança em suas frotas”, explica Bruno Santos, especialista em telemetria e gerente de vendas e marketing da MiX Telematics, empresa com atuação global.

“Identificar e corrigir o comportamento inadequado do motorista é o primeiro passo para reduzir riscos e aumentar níveis de segurança”, destaca Bruno. De acordo com o especialista, os acidentes são consequência de comportamentos perigosos, dessa forma, trabalhar na redução deles irá impactar diretamente no seu número.

A primeira causa mais frequente é o excesso de velocidade, depois a direção agressiva. “Os maiores causadores dos acidentes são a imprudência e o cansaço na direção. Assim, ao usar a tecnologia, o gestor da frota consegue identificar, em tempo real, se o motorista está adotando algum comportamento diferente”, explica.

Bruno enfatiza que a telemetria ajuda a preservar vidas. Por exemplo, se o motorista entrar em um trecho perigoso, é possível identificar rapidamente esse problema e gerar um alarme sonoro na cabine para que o motorista reduza a velocidade e dirija cautelosamente até sair do trecho.




A Importância da Taxa de Emergência Excepcional no custo do frete


Falar sobre o roubo de cargas no Brasil e de todas as dificuldades que o setor de transporte rodoviário de cargas enfrenta diante deste cenário não é novidade para ninguém. Mas o estado de beligerância existente em alguns centros econômicos, como o enfrentado recentemente no Espírito Santo, e agora na cidade do Rio de Janeiro faz com que o transportador brasileiro olhe para sua atividade com muito mais rigidez.

Segundo a BBC Brasil, esta é a pior crise de segurança pública no Rio de Janeiro em mais de uma década. Cada empresa de carga fracionada sofre até 10 tentativas de roubo por dia sendo que 30 ou até 40% destas têm êxito. A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) indica, em levantamento realizado, que a cada uma hora e dez minutos um roubo de cargas é registrado no estado.

E por incrível que pareça essa esfera pode piorar ainda mais para o transportador visto que várias seguradoras não aceitam mais o seguro para alguns produtos que seguem em destino à cidade, e as demais cobram franquias que chegam até 50%.

Diante desta calamitosa situação, na qual toda a sociedade é vítima, o transportador de carga não pode arcar com a conta sozinho (a defasagem do frete da carga fracionada está em 11,77% segundo a última pesquisa da NTC&Logística). Assim sendo, o SETCESP vê na cobrança da Taxa EMEX – Taxa de Emergência Excepcional, uma forma de amenizar o forte impacto que esta situação de beligerância tem sobre os custos.

Esta generalidade, criada no último CONET&Intersindical pelos próprios transportadores, é válida atualmente para todas as cargas que saem ou chegam de toda região metropolitana do Rio de Janeiro, sejam elas CIF ou FOB. O valor que deve ser cobrado é de R$ 10,00 por fração de 100 kg mais um percentual do valor da carga que varia de 0,3% a 1%.

A sua cobrança se justifica pelo alto custo suportado pelas empresas transportadoras para manter suas operações nestas condições de alto risco, porém será possível extingui-la assim que a ordem e a segurança forem reestabelecidas na região. E o SETCESP espera, pelo bem de toda a sociedade, que isso aconteça o mais rápido possível.

Fonte: SETCESP