Porto de Santos inicia testes operacionais com controle do acesso de caminhões

Em cerca de 20 dias, vão começar os testes operacionais do sistema automatizado que controlará o acesso de caminhões ao Porto de Santos. O plano das autoridades é conseguir, no início do próximo ano, supervisionar de forma automática a chegada de veículos graneleiros ao cais santista.

O controle será feito por sensores e câmeras instalados em rodovias e no complexo portuário e que vão identificar os caminhões com destino a Santos. Os dados obtidos por esses equipamentos serão transmitidos por um conjunto de antenas até a central de controle – que funcionará na sede da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) e irá verificar se o veículo chegará ao terminal no horário agendado previamente.

Para isto, até outubro, as antenas que funcionarão nas rodovias – ligando as zonas produtoras de grãos, no Centro-Oeste, até Santos – terão de ser instaladas. Parte já foi implantada. Esse serviço é coordenado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL).

As antenas portuárias serão adquiridas no próximo mês. No dia 18, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) abrirá as propostas da licitação organizada para a contratação da empresa que irá fornecer e fixar esses aparelhos, além de elaborar seu projeto de funcionamento e desenvolver, por 16 meses, as câmeras e os softwares necessários.

Essa concorrência será feita através do Regime Diferenciado de Contratações (RDC). Trata-se de um modelo de licitação mais ágil. Nele, as fases da concorrência são invertidas. Primeiro, há a análise das ofertas de preço. E apenas a concorrente escolhida tem seus documentos de habilitação analisados. Outro diferencial é que o Governo não precisa realizar os projetos da obra, repassando-os para a companhia vencedora.

O agendamento da chegada de caminhões foi a forma encontrada pelo Governo Federal para impedir a repetição dos congestionamentos que atingiram os acessos rodoviários à Baixada Santista no início do ano passado. O caos viário verificado na época foi causado pela chegada descontrolada de um grande número de veículos em direção ao Porto e às cidades da região.

O monitoramento – já a partir das estradas – dos veículos que seguem em direção ao cais santista integra o programa Cadeia Logística Inteligente, elaborado pela Secretaria de Portos (SEP) e que conta com R$ 115 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ser implantado em vários portos.

O planejamento envolve os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e dos Transportes e a SEP. Para que ele seja colocado em prática, foi criado o Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) para Gestão do Escoamento da Safra.

Programação

“Em janeiro, começa (o monitoramento), no mínimo, dos (caminhões com) granéis de origem vegetal, mas a ideia é começar com todos (os veículos de carga). Tudo automatizado e com a implantação de novo sistema, feito através de uma parceria com outros órgãos do Governo”, explicou Luís Cláudio Santana Montenegro, diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Docas.

O plano, segundo Montenegro, é iniciar a fase de testes dos novos equipamentos e da tecnologia no final do próximo mês. “A gente vai olhar se o caminhão agendou, se chegou na janela (o período agendado). Vamos testar com os novos sistemas e os novos equipamentos”.

Concluídos os testes em agosto e comprovada a eficácia do sistema, a fase seguinte é a instalação de todas as antenas definitivas até setembro. Todas serão viabilizadas pela EPL.

Porto

No Porto de Santos, a Codesp cuidará da central de controle do sistema. Seus próprios funcionários vão operá-lo. A ideia é que a Docas também instale etiquetas inteligentes nos caminhões que acessam o Porto. Os veículos serão recadastrados e também haverá leitura eletrônica das placas.

Todos os terminais privados da região vão precisar adquirir equipamentos como câmeras e leitores de caracteres (já presentes na maioria das instalações). A padronização da tecnologia e a comunicação com o sistema já foram definidos pela Autoridade Portuária.

“Fizemos a especificação técnica dos equipamentos. Ela está pronta e estamos enviando uma minuta para eles (os terminais) olharem. Ainda está sendo produzida uma minuta de resolução. Os terminais vão ter o mesmo prazo que a gente (Codesp) vai ter para comprar os equipamentos e instalar. Não é muita coisa porque eles já têm esses equipamentos. É aprimorar e colocá-los, comunicando-os com o sistema do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados)”, explicou Montenegro.

Para o diretor, a automação do controle do tráfego de caminhões no Porto eliminará o trabalho manual de inserção das informações no sistema, feito hoje pela estatal.




RNTRC deverá ser renovado a partir de novembro


O Registro Nacional dos Transportadores Rodoviários de Cargas é um cadastro realizado pela ANTT, obrigatório para todos os transportadores comerciais (Empresas, Cooperativas ou Autônomos), e que deverá ser renovado obrigatoriamente a partir de novembro deste ano.

O RNTRC foi instituído em 2001, pela Lei Nº10.233, e desde então regulariza o exercício da atividade de transportes, habilitando formalmente os transportadores e disciplinando o mercado, além de inibir a atuação de atravessadores não qualificados. Até hoje já são mais de 960 mil registros emitidos, para uma frota de mais de 2 milhões de veículos. Caso o transportador esteja com o registro vencido, há o risco de ser multado, em valores que variam, dependendo do tipo de infração, de R$ 500,00 a mais de R$ 2 mil. 

Visando facilitar o acesso dos transportadores, a Assessoria Nacional de Transporte Terrestre, ANTT.NET.BR, presta serviços de assessoria à quem precisa realizar o cadastramento ou recadastramento do RNTRC. O trabalho de assessoria ao transportador reduz a burocracia enfrentada na hora do cadastramento ou renovação do cadastro, que, desde que a documentação esteja OK, em poucas horas está pronta, com o certificado e adesivos impressos. Os principais benefícios de quem utiliza a Assessoria para se cadastrar ou recastrar no RNTRC/ANTT é a agilidade, qualidade no atendimento e preços baixos.

O atendimento da Assessoria Nacional ao Transporte Terrestre é feita por diversos canais, como internet, pelos sites www.antt.net.br,www.anttbrasil.net.brwww.rntrc-antt.com.br.
Telefones: (11)3564-9393 / (11)3564-9369 e endereços Av. Paulista, 1636, Conjunto 1105 – Bela Vista – São Paulo, Rua Julio Conceição, 92, Sala 86 – Bom Retiro – São Paulo, e Rua Margarino Torres, 879, Sala 14 – Vila Maria – São Paulo.




Sistema de Produtividade Online promete trazer mais segurança para o transporte de cargas

Responsável pelo escoamento de 65% das mercadorias do país, o mercado de transporte movimenta cerca de R$ 80 bilhões por ano, e se prepara para uma das feiras de negócios mais importantes do Brasil, a Minastranspor 2014.

O evento, que será realizado em paralelo ao 16º Encontro Mineiro dos Transportadores Rodoviários de Cargas (EMTRC) entre os dias 20 e 22 de agosto, na capital mineira, discutirá a sustentabilidade no setor de transportes. Atenta a estas tendências, a BgmRodotec apresentará os novos recursos do Globus, ferramenta especialmente desenvolvida para gerir de forma completa transportadoras de cargas. 

Através do Globus, as companhias garantem total controle das rotinas administrativas, processo operacional e das obrigações legais, tais como SPED fiscal, SPED contábil, Manifesto eletrônico, geração ilimitada de conhecimento de transporte eletrônico (CT-e) e do mais recente eSocial.
Composto por mais de 40 módulos, o programa da BgmRodotec, além de integrar as áreas fiscal, contábil e pessoal, também disponibiliza o Controle de Produtividade Online. Durante o encontro em Belo Horizonte, a empresa demonstrará em seu estande as principais funcionalidades deste recurso que foi especificamente pensado para levar segurança e maior produtividade ao processo de entrega e coleta da carga. O recurso funciona com informações enviadas em tempo real, alimentadas através de aplicativos móveis ou por satélite. Com alertas personalizados, a ferramenta ajuda na roteirização da carga e também fornece um relatório completo com detalhes sobre o estágio das operações, que podem ser filtrados por veículos, frota ou segundo a necessidade específica do gestor.
“Entendemos como fundamental a nossa participação em mais uma edição deste encontro que dissemina conhecimentos e lança técnicas no mercado, assim como promove a interação com o público que demanda por novidades que atendam aos seus negócios. Assuntos como as mudanças no segmento de transporte e a apresentação de novas ferramentas com a proposta de melhorar o resultado das empresas serão amplamente discutidos. Minas Gerais é uma região estratégica para o transporte de cargas, pois conta com muitas empresas e tem potencial para crescimento” afirma Valter Silva, gerente comercial da BgmRodotec.
Versatilidade tecnológica
O Globus dispõe de recursos que são constantemente aprimorados para dar mais agilidade ao processo de tomada de decisões, e esses recursos também poderão ser conferidos durante o encontro em Minas Gerais. Um bom exemplo é o Globus Intelligence, ferramenta desenvolvida a partir da tecnologia de Business Intelligence, que converte as informações relativas à movimentação de cada setor das empresas em indicadores para gestão da operação e do negócio. Prático e simples, o software permite uma leitura bem estruturada e segmentada dos dados armazenados. “O Globus Intelligence se transforma é uma poderosa ferramenta para analisar e diagnosticar a raiz do problema e promover a solução correta”, como completa Valter.
Serão apresentadas ainda outras duas novidades: Globus Parts www.globusparts.com.br, portal especializado em compra e venda peças para empresas de transporte que, eliminando o retrabalho, amplia significativamente a base de consulta de preços, sem aumentar o custo dessa operação. E a Consultoria de Processos, outro trunfo que a BgmRodotec põe à disposição do público. Este é um serviço muito requisitado por garantir o alinhamento entre os processos da empresa, proporcionando ganhos em qualidade, produtividade e, consequentemente, lucro.



BR-163 no Mato Grosso do Sul começa a ser duplicada

As obras de duplicação da BR-163/MS foram iniciadas após as autorizações especiais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Conforme previsto em contrato de outorga com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a empresa concessionária responsável pelo trecho, MS Via, deve concluir a duplicação dos primeiros 10% da rodovia e construir as praças de pedágio em até 18 meses, contados a partir de abril de 2014.
A duplicação ocorrerá em dez pontos da rodovia, em um total de 89,2 quilômetros de extensão. Além disso, será realizada a construção das 17 bases operacionais do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) e de nove Praças de Pedágio.
A partir de outubro, também serão iniciados os trabalhos de operação da rodovia, com a implantação do SAU, com atendimentos médico e mecânico, serviço 0800 (Disque CCR MSVia), inspeção de tráfego e apoio ao usuário. Os serviços serão prestados a partir de instalações provisórias, enquanto são construídas as bases operacionais.
O SAU contará com cerca de 500 colaboradores distribuídos ao longo da BR-163/MS, entre eles 259 profissionais de Atendimento Pré-Hospitalar, dos quais 35 médicos, que trabalharão em plantões 24 horas. As equipes serão apoiadas por uma frota composta por 17 ambulâncias-resgate (sendo cinco Unidades de Tratamento Intensivo), 25 guinchos (entre leves e pesados), 19 inspeções de tráfego e 11 caminhões de serviço. O serviço será comandado por um Centro de Controle Operacional, localizado em Campo Grande.
Confira os trechos que serão duplicados:
  • Caarapó – do km 192,3 ao km 203,5 (11,2 km de extensão, sentido Sul);
  • Caarapó – do km 227,3 ao km 237,1 (9,8 km de extensão, sentido Sul);
  • Jaraguari – do km 513,3 ao km 519,7 (6,4 km de extensão, sentido Sul);
  • Bandeirantes/Camapuã – do 580,3 ao km 591,0 (10,7 km de extensão, sentido Sul);
  • S. Gabriel do Oeste/Bandeirantes/Camapuã – do km 595,0 ao km 602,0 (7,0 km de extensão, sentido Sul);
  • São Gabriel do Oeste – do km 620,4 ao km 629,0 (8,6 km de extensão sentido Sul);
  • São Gabriel do Oeste – do km 630,3 ao km 648,7 (18,4 km de extensão, sentido Sul);
  • Rio Verde de Mato Grosso – do km 651,8 ao km 656,2 (4,4 km de extensão, sentido Sul);
  • Rio Verde de Mato Grosso – do km 694,9 ao km 699,5 (4,6 km de extensão, sentido Sul);
  • Sonora – do km 824,5 ao km 832,6 (8,1km de extensão, sentido Norte).
As praças de pedágio serão construídas nos seguintes locais:
  • Mundo Novo, km 28,1;
  • Itaquiraí, km 113,0;
  • Caarapó, km 227,7;
  • Rio Brilhante, km 313,5;
  • Campo Grande, km 432,2;
  • Jaraguari, km 535,4;
  • São Gabriel do Oeste, km 605,0;
  • Rio Verde de Mato Grosso, km 705,2;
  • Pedro Gomes, km 819,8.
As bases operacionais do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) serão construídas nos seguintes segmentos:
  • Base 1 – Mundo Novo;
  • Base 2 – Itaquiraí;
  • Base 3 – Naviraí;
  • Base 4 – Juti;
  • Base 5 – Caarapó;
  • Base 6 – Dourados;
  • Base 7 – Rio Brilhante;
  • Base 8 – Nova Alvorada;
  • Base 9 – Campo Grande (Anhanduí);
  • Base 10 – Campo Grande;
  • Base 11 – Bandeirantes;
  • Base 12 – Congonha;
  • Base 13 – S. Gabriel do Oeste;
  • Base 14 – Rio Verde de MT;
  • Base 15 – Coxim;
  • Base 16 – Coxim;
  • Base 17 – Pedro Gomes.