Projeto proíbe quebra-molas em rodovias

Do deputado Zé Geraldo (PT-PA), o Projeto de Lei 7492/14 proíbe a colocação de quebra-molas – ondulações transversais – em rodovias. Na opinião do autor, embora vise à proteção de pedestres, “o quebra-molas está bem longe de ser a solução mais adequada e conveniente para a segurança rodoviária”.
De acordo com o deputado, devido à pouca sinalização na maioria das estradas e da manutenção precárias das ondulações transversais, “costuma-se trocar um problema por outro”. “Se, por um lado, o pedestre fica mais protegido, os ocupantes de veículo, tantas vezes surpreendidos por um obstáculo inesperado na pista, ficam mais vulneráveis”, sustenta.
Ainda conforme o parlamentar, a utilização desse recurso “é rara em países onde a segurança de trânsito é exemplar”. Como exemplo dos problemas que os quebra-molas podem causar, o autor cita, além dos acidentes, congestionamentos e desgaste de veículos.
Tramitação
Em caráter conclusivo, o projeto será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta: PL-7492/2014




Conheça as melhores e piores estradas do Brasil

As rodovias concedidas à iniciativa privada apresentaram avaliação bem superior às que são administradas pelo poder público, segundo a edição de 2014 da pesquisa rodoviária da Confederação Nacional de Transportes (CNT), divulgada nesta quinta-feira.
Segundo o estudo, 74,1% da malha concedida pesquisada teve avaliação ótima ou boa de suas condições gerais, enquanto as rodovias sob administração pública tiveram 29,3% de avaliação positiva.
A pesquisa da CNT avaliou um total de 98.475 quilômetros de rodovias, dos quais 18.980 quilômetros (19,3%) estão concedidos.
No que se refere especificamente ao pavimento, 79,5% da malha sob gestão privada apresenta condição ótima ou boa. No caso das rodovias administradas por governos (federal ou estaduais), a avaliação positiva do pavimento atinge 43,1% da malha pesquisada.
A CNT fez ainda um ranking das dez melhores ligações rodoviárias do país. Todas as 10 melhores pistas são concedidas. Em primeiro lugar ficou a ligação entre São Paulo e Limeira, que envolve trechos de três rodovias, SP-310, BR-364 e SP-348. Já os dez piores trechos são todos de administração pública. A pior interligação foi a de Natividade (TO) a Barreiras (BA), que envolve trechos das rodovias BA-460, BR-242, TO-040 e TO-280. Veja a lista abaixo.
As 10 melhores estradas do País:
1 – São Paulo (SP) – Limeira (SP) – (SP-310/BR-364,SP-348)
2 – São Paulo (SP) – Uberaba (MG) – (BR-050, SP-330/BR-050)
3 – Campinas (SP) – Jacareí (SP) – (SP-065, SP-340)
4 – São Paulo (SP) – Itaí (SP) – Espírito Santo do Turbo (SP) – (SP-255, SP-280/BR-374)
5 – São Paulo (SP) – Taubaté (SP) – (SP-070)
6 – Bauru (SP) – Itirapina (SP) – (SP-225/BR-369)
7 – Engenheiro Miller (SP) – Jupiá (SP) – (SP-209, SP-300,SP-300/BR-154,SP-300/BR-262)
8 – Limeira (SP) – São José do Rio Preto (SP) – (SP-310/BR-364,SP-310/BR-456,SP-330/BR-050)
9 – Ribeirão Preto (SP) – Borborema (SP) – (SP-330/BR-050,SP-333)
10 – Rio Claro (SP) – Itapetininga (SP) – (SP-127, SP-127/BR-373)

As 10 piores estradas do País:
1 – Natividade (TO) – Barreiras (BA) – (BA-460, BA-460/BR-242, TO-040,TO-280)
2 – Belém (PA) – Guaraí (TO) – (BR-222, PA-150,PA-151, PA-252,PA-287, PA-447,PA-475, PA-483,TO-336)
3 – Marabá (PA) – Dom Eliseu (PA) – BR-222
4 – Barracão (PR) – Cascavel (PR) – (BR-163, PR-163/BR-163, PR-182/BR-163, PR-582/BR-163)
5 – São Vicente do Sul (RS) – Santana do Livramento (RS) – (BR-158, RS-241,RS-640)
6 – Jataí (GO) – Piranhas (GO) – (BR-158)
7 – Alta Floresta (MT) – Cuiabá (MT) – (BR-163, BR-364,MT-320)
8 – Maceió (AL) – Paulo Afonso (BA) – (BR-104, BR-110,BR-423, BR-424,PE-177, PE-360)
9 – Brasília (DF) – Palmas (TO) – (BR-010, DF-345/BR-010, GO-118,GO-118/BR-010,TO-010, TO-050,TO-050/BR-010,TO-342)
10 – Uberaba (MG) – Barretos (SP) – (BR-364, MG-427,SP-326/BR-364)




Caminhões com cargas soltas colocam motoristas em risco

Circulando pelas ruas e estradas do Piauí não é difícil encontrar caminhões com cargas soltas, descobertas e irregulares. Este tipo de desrespeito às leis de trânsito é uma infração gravíssima e traz riscos de acidentes, além de ser um perigo para pedestres e outros motoristas.
O taxista Antônio da Silva relatou sobre o acidente que sofreu causado por um caminhão caçamba no início deste mês. “Eu vinha de Campo Maior com minha família, quando após passar pelo posto da PRF, um caminhão sem a lona adequada passou por mim em alta velocidade e derrubou pedras no meu carro. “A pancada que rachou o pará-brisa e eu ainda tive o prejuízo de R$ 1.700 para trocar por outro”
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, é cada vez maior o número de pessoas que denunciam o transporte irregular de cargas no Piauí. No ano passado, a PRF aplicou 56 multas e somente de janeiro a outubro de 2014 já foram 37 autuações. “É infração gravíssima, são sete pontos na carteira. O valor da multa é de R$ 191,54 e ainda se prevê a retenção do veículo até a regularização. A PRF está atenda a resolução de 441/2013, que exige para o transporte de sólido ou a granel exista uma malha para proteger o cidadão localizado atrás”, explicou o inspetor Fabrício Loiola.
Em Teresina, a fiscalização é feita pela Companhia Independente de Trânsito (Ciptran), que lamentou não ter um efetivo maior para registrar tantas infrações. “É uma gama muito grande de irregularidades que acontece na capital e nós somos limitados pela quantidade de profissionais e carros. Então somos prejudicados nesse aspecto de atender todas as infrações”, destacou o comandante da Ciptran, major Adriano Lucena.
Fonte: TV Clube



Destaques da Lei dos Caminhoneiros pode ser votado após segundo turno

Na volta dos trabalhos legislativos, depois do segundo turno, a Câmara vai se debruçar na conclusão do projeto que modifica a chamada Lei Geral dos Caminheiros, que é de 2013.
Sem acordo para votação, no primeiro semestre, o projeto está na pauta da Casa para análise das emendas feitas à proposta pelo Senado.
Um dos autores da proposta, o deputado Jerônimo Goergen, do PP gaúcho, diz que a proposta é uma das importantes e que será dada prioridade para que os destaques sejam votados.
Um dos destaques é o que eleva a tolerância de peso por eixo do caminhão em 10%. Outro ponto a ser analisado pelos parlamentares é a atual cobrança de pedágio sobre eixo suspenso.
A lei atual dos caminhoneiros determina a obrigatoriedade de paradas. Pela nova proposta essa obrigatoriedade também deixará de existir. “O Estado não pode fazer essa exigência, pois as estradas não tem estrutura”.
Confira a entrevista com o deputado Jerônimo Goergen.