Denatran apresenta novas placas de automóveis no padrão do Mercosul
Saiba o que muda nas novas placas a partir de 2016:
1- Mais letras e menos números
Em vez de 3 letras e 4 números, como é hoje, as novas placas terão 4 letras e 3 números, e poderão estar embaralhados, assim como na Europa;
2- Cada um com a sua cor
A cor do fundo das placas será sempre branca. O que varia, é a cor da fonte. Para veículos de passeio, cor preta, para veículos comerciais, vermelha, carros oficiais, azul, em teste, verde, diplomáticos, dourado e de colecionadores, prateado;
3- Estado e cidade com nome e brasão
O nome do país estará na parte superior da patente, sobre uma barra azul. Nome da cidade e do estado estarão na lateral direita, acompanhados dos respectivos brasões;
4- Tamanho
A placa terá as mesmas medidas das já utilizadas no Brasil (40 cm de comprimento por 13 cm de largura).
5- Contra falsificações
Marcas d’água com o nome do país e do Mercosul estarão grafadas na diagonal ao longo das placas, com o objetivo de dificultar falsificações;
6 – Quem terá que trocar
O modelo será adotado a partir de 2016 para novos emplacamentos. Para quem tem carro já emplacado, a troca é opcional. Segundo o órgão, o preço será mantido.
O objetivo da mudança é ampliar o número de combinações. Segundo o Denatran, serão possíveis mais de 450 milhões de combinações diferentes, contra as pouco mais de 175 milhões de possibilidades do atual modelo brasileiro.
No Brasil, a placa terá uma tira holográfica do lado esquerdo e um código bidimensional que conterá a identificação do fabricante, a data de fabricação e o número serial da placa. A tira é uma maneira de evitar falsificação da placa.
O Denatran, no entanto, não soube informar como ficarão questões de rodízio ou licenciamento dos veículos nos estados em que o último número da placa é utilizado como referência. Isso porque, como poderão ter letras e números misturados, as placas poderão terminar com uma letra.
Fonte: G1
Gasolina e diesel estão mais caros no Brasil que no exterior
O governo resistia a reajustar a gasolina para não elevar ainda mais a inflação. No auge, a diferença desfavorável à Petrobras chegou a 30%.
Conforme o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), a estatal acumulou perdas de R$ 51,4 bilhões no período pelo custo de oportunidade (o quanto poderia ter ganho se vendesse em outro mercado).
Agora, são os consumidores brasileiros que estão subsidiando a Petrobras. Com a atual diferença de preços, o ganho mensal da estatal é de R$ 607 milhões na gasolina e de R$ 1,059 bilhão no diesel.
É preciso ressaltar, no entanto, que nem tudo vai para a empresa, porque o custo do frete encarece o produto brasileiro em cerca de 10%.
Procurada, a Petrobras não deu entrevista.
Vulnerabilidade
“A estatal está ganhando musculatura, mas depois de anos de perdas ainda falta muito”, diz Fábio Silveira, diretor de pesquisa da consultoria GO Associados.
Segundo Adriano Pires, diretor do CBIE, uma desvalorização brusca do real pode anular a vantagem da Petrobras, pois encareceria os combustíveis em moeda local e elevaria o custo da dívida em dólar.
A queda do preço do petróleo também não favorece os investimentos da Petrobras. Os analistas já têm dúvida sobre qual é o patamar de preços que viabilizaria os altos investimentos no pré-sal.
Só nos últimos 30 dias, o preço do petróleo tipo Brent, referência para o mercado, caiu 15,7%, para US$ 72,05 por barril. Um ano atrás, o barril era cotado a US$ 106,4.
A queda se acentuou na semana passada, quando a Opep, cartel dos países petroleiros, informou que não vai reduzir a produção. Nesta segunda (1º), o dia foi de recuperar parte das perdas, e os preços subiram 3,4%.
A derrocada do preço é consequência, sobretudo, da redução do consumo nos EUA com a maior utilização do gás de xisto. Investidores que aplicavam dinheiro em commodities também estão migrando para títulos da dívida americana na expectativa de que os juros subam.
Fonte: Folha de S.Paulo
A linguagem das estradas
As facilidades para se adquirir um veículo e os incentivos do governo proporcionaram que a frota brasileira crescesse em proporções assustadoras nos últimos anos. Com esse aumento, os cuidados com a manutenção, o respeito e a obediência à sinalização de trânsito, bem como a observação da comunicação visual utilizada entre os motoristas podem ser decisivos para se evitar um acidente, principalmente em rodovias.
Observando atentamente as estradas, depara-se com muitos motoristas, principalmente os caminhoneiros e os condutores de ônibus, piscando os faróis/lanternas, ou mesmo gesticulando com as mãos: é a linguagem das pistas.
Não há como não se impressionar com os sinais, pois eles são baseados na confiança, no conhecimento e no corporativismo entre os profissionais das estradas, o que é estranho para quem dirige somente no trânsito urbano.
Poucos conhecem esse tipo de comunicação, pois não observam os outros motoristas. Muitos não conseguem entender como dois desconhecidos podem se comunicar quando estão embutidos no complexo e difícil fenômeno trânsito.
Considerando que o trânsito rodoviário é mais tranquilo, espontâneo e camarada (descartando finais de semana, feriados prolongados e período de férias escolares, quando os motoristas urbanos e os estradeiros se misturam), essa comunicação se torna muito importante.
Os principais meios desse tipo de comunicação envolvem a seta de direção e os sinais de luz. Conhecer e entender tal “linguagem” deve fazer parte dos mandamentos de todo bom motorista.
Há duas situações em que essa comunicação pode ocorrer: quando os motoristas estão no mesmo sentido ou quando estão no sentido contrário. Tal situação faz com que essa comunicação tenha um espaço de tempo muito curto para acontecer e depende da atenção dos motoristas. Geralmente, começa com sinal de luz, para chamar a atenção.
Piscar a seta para a direita: é como se o motorista estivesse dizendo ao que vai passar “que a pista está limpa, sem acidentes ou qualquer outro perigo”.
Piscar a seta para a direita: é como se o motorista estivesse dizendo ao que vai passar “que a pista está limpa, sem acidentes ou qualquer outro perigo”.
Piscar faróis: essa prática é usada para indicar problema à frente. Pode ser acidente, queda de barreira/árvore ou tráfego parado. Alguns motoristas usam sinal para indicar presença de policiais, mas tal atitude pode atrapalhar caso o bloqueio seja com vistas ao tráfico ou prisão de criminosos, e não de trânsito.
Movimentar o braço como um pêndulo com a mão esticada: barreira, desmoronamento, acidente. Algo está fechando a pista. Dependendo da gravidade, os faróis de luz são insistentes. Quatro dedos virados para baixo: animais na pista. Dois dedos virados para baixo: pedestres na pista.
Fechar a mão começando pelo dedo mindinho até o polegar (sinal de roubo): há ladrões na região, local propício para roubo de veículos/carga.
Fricção dos dedos polegar, indicador e médio (sinal de dinheiro): há fiscais, agentes ou policiais à frente. O condutor não deve correr este risco, pois a grande maioria desses profissionais repudia a corrupção, e quem oferecer qualquer vantagem pode ser preso em flagrante.
Sinalizar com a mão como se apontasse uma arma: há radar móvel na pista, e o sinal é dessa forma, porque o aparelho aferidor de velocidade é semelhante a uma arma. O fiscal/policial aponta para o veículo a que ele quer aferir a velocidade.
Segurar a gola como se arrumasse uma gravata: blitz grande. A gravata significa que o chefe ou o comandante está na operação, ou seja, a tolerância é baixa, “o nó está apertado”.
Movimentar os dedos juntos no sentido vertical, como se estivesse quebrando o pulso: significa que há mulheres que trocam favores sexuais por carona. Isso representa um grande risco de assaltos.
Atualmente, os celulares e os rádios (“PX” e “PY”) fazem parte do dia-a-dia dos estradeiros, entretanto a comunicação visual, devido à sua credibilidade e o custo zero, sempre estará presente nas rodovias.
Texto de Augusto Francisco Cação, coronel da reserva da Polícia Militar, mestre em ciências policiais de segurança e ordem pública, especialista em gestão e direito de trânsito, bacharel em ciências policiais de segurança e ordem pública, bacharel em direito e palestrante de direção de defensiva.
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