Transportadoras de Campinas evitam cargas valiosas por medo de assaltos

Empresas de Campinas (SP) passaram a recusar o transporte de produtos valiosos por conta do alto índice de roubos na região. De acordo com o Sindicato dos Corretores de Seguros (Sincor) da cidade, as transportadoras evitam levar cargas de eletroeletrônicos, medicamentos e produtos alimentícios e de limpeza por serem muito visadas pelos criminosos.
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), foram registrados 173 roubos de carga de janeiro a agosto deste ano em Campinas. O número, apesar de ter sofrido redução de 27% em comparação com o mesmo período do ano passado, preocupa as seguradoras, que buscam alternativas para inibir as ações.
Gerenciamento de risco
O diretor do Sincor , Carlos Cunha, afirmou que quando as seguradoras identificam uma carga valiosa, elas procuram fazer um plano de gerenciamento de risco, que contém rastreador, monitoramento por GPS e escolta. Apesar disso, segundo ele, a chance de uma carga ser roubada na região de Campinas é de 65%, o que faz as empresas recusarem o transporte dos produtos mais visados.
“Nós tentamos evitar ao máximo os roubos com esse plano de gerenciamento de risco, mas mesmo assim os números de roubos de carga na região são assustadores. Por isso, as empresas acabam recusando levar as cargas que nós sabemos que o risco de assalto é maior”, disse.
Prejuízo que vale a pena
O dono de uma transportadora de Campinas afirmou que recusou muitas cargas de produtos eletrônicos nos últimos meses. Segundo André Rodrigues de Souza, enquanto os assaltos em rodovias da região continuar acontecendo, a empresa não vai transportar nenhuma carga considerada visada. “Precisamos buscar outros nichos de mercado, a carga tem seguro, mas a vida dos nossos motoristas é mais importante. Essas recusas são um prejuízo que vale a pena”, afirmou Souza.
O motorista Isaías Rosa Ratis já foi assaltado três vezes e explicou que está cada vez mais difícil transportar cargas de alto valor na região. “Se os assaltantes estiverem mesmo atrás da carga, eles vão abordar o caminhão e vão levar a carga de qualquer jeito. É muito perigoso, eu viajo com muito medo”, contou.
Polícia
O diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 2 (Deinter 2), Kleber Altale, afirmou à EPTV que os casos de roubo de carga na região de Campinas estão sendo investigados e que a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prendeu 10 dos 29 criminosos identificados envolvidos em ocorrências deste tipo.
Fonte: EPTV



Alerta!

Companheiros vamos procurar ter sempre cuidado ao carregar contêiner, principalmente porque não sabemos como as cargas estão armazenadas dentro. Fica aí o alerta.





Legislação obriga motorista a usar equipamento de proteção

O fornecimento e fiscalização dos usos de equipamentos de proteção é função obrigatória das mais diversas empresas. No caso dos motoristas, esses itens protetores podem variar conforme o veículo pilotado e as atividades e horários nos quais o trabalhador atua. Os equipamentos são essenciais na prevenção de acidentes e de possíveis erros cometidos durante a rotina, protegendo tanto o trabalhador quanto as demais pessoas nas estradas.
Em cargos e atividades exercidas pelos motoristas, a exigência por equipamentos adequados é essencial. O Ministério do Trabalho estabelece em sua Normal Regulamentadora nº6 os equipamentos de proteção individual e as diretrizes exigidas pelos empregadores e trabalhadores no uso dessas ferramentas em sua rotina de trabalho. Nela estão listadas as formas de fiscalização e também os produtos específicos para a proteção de cada parte do corpo, dependendo da atividade envolvida.
No caso dos motoristas, o uso varia também conforme a carga transportada. A norma oficial designa que estejam sempre, em nomes indeléveis, o nome oficial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA (Certificado de Aprovação). Em cargas que comprometam a respiração desse funcionário, é essencial que utilize máscaras e luvas.
Os kits de caminhões devem ser disponibilizados ao motorista e seu ajudante, se houver um. Neles incluem-se luvas, óculos para produtos químicos, capacete, máscara semifacial, máscara panorâmica, respirador para pó, máscara de fuga e filtros. Esses equipamentos são os principais para evitar quaisquer danos causados no trabalho e para contribuir com o socorro nos primeiros momentos de algum tipo de emergência. Os grupos de EPIS são definidos na NBR 9735 da ABNT, classificados para cada tipo de atividade.
Alarmes também são peças primordiais para quem atua durante a noite. Os chamados sleep alarms são fundamentais principalmente tendo em vista os longos turnos e viagens em maiores distâncias. Seu uso converge também para a recente normatização da rotina de trabalho desses profissionais, colocada pelo projeto da Lei dos Caminhoneiros aprovada pela Câmara Federal com emenda que permite jornadas de até 12h. Os descansos são feitos a cada cinco horas e meia.