Os 'dois minutos' antes do ínicio de uma jornada

Meus colegas essa semana aconteceu um pequeno acidente comigo na garagem.
Eu tenho um habito que pratico a muito tempo, que é o de ficar por dois minutos sentados na direção - é o meu ultimo check up - antes de engatar a primeira marcha, sempre foi assim.
Esta semana, cheguei na garagem e recebi uma ordem para encostar de ré na plataforma, quando cheguei no carro para fazer minha pequena parada de 2 minutos o retrovisor estava fechado, no momento em que eu abrir o retrovisor um colega chegou e falou sobre uma carona justamente na hora que eu empurrei o retrovisor, como eu ia saindo para a direita deixei o carro descendo aos poucos, quando olhei para o retrovisor novamente, vi o saide já tapava a visão de um carro que estava estacionado no inicio da lateral traseira. 
Bem, com isso quero deixar um alerta para aos colegas, antes de engatar a primeira marcha, fique por uns dois minutos sentado na direção apenas observando. 

Abraços do Africano,
Quem conheçe vira amigo.
^^



Empresários e trabalhadores criticam regulamentação da profissão de motorista

Apesar de reconhecer avanços, empresários e trabalhadores do setor de transporte de carga e de passageiros fizeram críticas à recém-sancionada Lei 12.619/2012, que regulamenta a profissão de motorista. A expectativa é aperfeiçoá-la por meio do Estatuto do Motorista (PLS 271/2008), proposta do senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que debateu a questão nesta terça-feira (26).

O Estatuto do Motorista aguarda a indicação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e deve regular assuntos excluídos da Lei nº 12.619/2012, como o pagamento de adicional de periculosidade e a garantia de aposentadoria especial à categoria após 25 anos de serviço.

As queixas à nova lei se concentraram em pontos vetados pela presidente Dilma Rousseff, como a instalação de pontos de parada para descanso dos motoristas ao longo de rodovias privatizadas. O argumento do governo para derrubar a medida foi o fato de acarretar novas obrigações às concessionárias das rodovias, o que poderia levar à revisão dos contratos já firmados e ao aumento das tarifas de pedágios.




Regulamentação deve aumentar contratação de motoristas

A regulamentação da profissão de motorista, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no início do mês, deve aumentar a contratação de condutores e contribuir para preencher a demanda de vagas do mercado, que busca mão de obra qualificada. Considerada um avanço pelas empresas de transporte de cargas e de passageiros, a lei valoriza a categoria e pode atrair novos profissionais.

De acordo com o presidente da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (Fetranscarga), Eduardo Rebuzzi, a medida traz progresso para a categoria.
"Enfrentamos um déficit de profissionais no mercado, justamente pelo desinteresse pela profissão. Atualmente, muitos motoristas se colocam em situação de risco durante a atividade", destaca.

Rebuzzi acredita que novos profissionais podem ser contratados, uma vez que a regulamentação proíbe o trabalho por mais de quatro horas ininterruptas sem o registro de um intervalo mínimo de 30 minutos de descanso. O tempo de direção só poderá ser prolongado por mais uma hora até que o motorista encontre um local seguro e com infraestrutura adequada para repousar.


"Quando se estabelece um limite para o excesso de jornada, temos o impacto da redução do tempo de direção de cada profissional. Com o passar do tempo, o próprio cliente, ao contratar um serviço de transporte, saberá das mudanças na forma de atuação das empresas", diz Rebuzzi à Agência CNT de Notícias.


Segundo o dirigente da Fetranscarga, as transportadoras terão que cumprir a lei e duplas de motoristas devem ser contratadas. "Quem tiver uma carga emergencial, precisa ter a consciência de negociar com uma empresa que ofereça dois condutores", explica.


Para Rebuzzi, a criação dessas regras, mais rigorosas, pode despertar o interesse dos jovens pela profissão - a estimativa é que no Rio de Janeiro, por exemplo, faltem aproximadamente oito mil profissionais.


Sobre o aumento dos custos, em razão da contratação de novos motoristas, Rebuzzi admite que os valores podem ser repassados aos clientes. "Houve uma mudança de patamar e, para termos a mesma velocidade e o mesmo nível dos serviços, devemos aplicar o custo compatível", afirma.


Transporte de passageiros


Na área de transporte de passageiros, a regulamentação não deve surtir o mesmo efeito que o registrado no setor de cargas. Segundo o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de Minas Gerais (Fetram), Waldemar Araújo, a maioria das empresas já está atenta à questão da jornada de trabalho dos motoristas, que não pode ser excessiva.


"A fiscalização da ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] é bastante rigorosa em linhas interestaduais. Além da conscientização dos próprios funcionários, as empresas são severas com relação ao cumprimento de itens como pontos de parada, descanso e seleção de dois motoristas, em caso de viagens longas", explica Araújo.

No entanto, ele destaca que a contratação de novos profissionais pode ser necessária no caso de empresas menores, de fretamento ou de turismo.


Sest Senat


Como a regulamentação da profissão traz direitos à categoria, o que pode atrair novos trabalhadores para essa função, o Sest Senat oferece gratuitamente cursos de formação de motoristas em todo o Brasil. O objetivo é atender à demanda das empresas e formar mão de obra qualificada para o transporte de cargas e de passageiros.


Além das aulas práticas, o aluno aprende sobre noções de cidadania, mecânica, preservação do meio ambiente e qualidade no atendimento. Entre os requisitos, o candidato deve ter carteira de habilitação nas categorias C, D ou E. Interessados podem procurar uma das unidades do Sest Senat em todos o país.


Segundo o presidente da entidade, senador Clésio Andrade, os cursos são uma oportunidade de qualificação para quem deseja ingressar nessa atividade, cuja regulamentação traz garantia de melhores condições de trabalho. "A lei é rigorosa e visa, principalmente, a segurança no trânsito e a saúde dos motoristas", destaca.


Redação:
Rosalvo Streit
Fonte:
Agência CNT de Notícias



Motoristas: Lei dita regras da profissão

     Entre as mudanças, está o descanso obrigatório de 11 horas entre jornadas.
Em vigor desde o dia 17, a lei federal que regulamenta a jornada de trabalho de motoristas profissionais tem levantado algumas dúvidas. Para esclarecer a legislação, a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc) vai organizar seminários regionais.

Este foi um dos encaminhamentos de um encontro feito na última sexta-feira, em Florianópolis, que reuniu empresários, assessores jurídicos, motoristas e autoridades.

Uma das mudanças de maior impacto que a lei traz é o cumprimento de horários de repouso durante a jornada de trabalho. A cada quatro horas, o motorista precisa ter 30 minutos de descanso. É obrigatório também o intervalo de 11 horas, a cada dia de trabalho.

A fiscalização deverá contar com o apoio das polícias rodoviárias federal e estadual.

O presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, acredita que é importante discutir o assunto para que todos saibam o que a nova legislação determina. Ele informa que na segunda-feira será traçado um cronograma de seminários regionais no Estado, que serão voltados para empresários e trabalhadores.

Lopes observa que por reduzir a carga horária do trabalhador, a lei traz impactos econômicos, porque será preciso a contratação de novos motoristas. De acordo com ele, o aumento dos custos do transporte em empresas pode ser de até 26%. Para setores específicos, como o da agroindústria, o índice deve chegar a 40%.

O presidente vê a aprovação da lei com bons olhos, porque ela preserva a integridade física dos trabalhadores e irá contribuir para o aumento da segurança no trânsito. Ele cita dados da Polícia Rodoviária Federal que mostram que, em 2011, em 37% dos acidentes nas estradas federais estavam envolvidos caminhões e que, destes, 14,5% resultaram em mortes.

A nova legislação foi bastante comemorada pelos trabalhadores. O assessor jurídico da Confederação Nacional dos Transportes em Transporte Terrestre (CNTT), Adilson Rinaldo Boaretto, explica que ela foi resultado de muita discussão e audiências públicas com milhares de motoristas e empresários de diversos segmentos. Ele acredita que a lei será cumprida integralmente, mas, até lá, será necessária a adaptação de diferentes órgãos.

Fonte.