Publicadas novas regras de financiamento de veículos para agricultores

Os financiamentos de tratores, caminhões e caminhonetes de carga têm novas regras, a partir deste mês de agosto. As medidas estão relacionadas à apresentação da nota fiscal do veículo que será adquirido e foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e publicadas na Resolução nº 4.352.
A partir de agora, agentes financeiros que operam de programa de desenvolvimento da agricultura familiar, e que fazem financiamento de caminhonetes de carga deverão exigir dos agricultores a apresentação da nota fiscal do fabricante.
Já para os financiamentos de tratores e caminhões os bancos podem aceitar tanto a nota fiscal das revendas quanto dos fabricantes. Até então, o Manual de Crédito Rural (MCR) exigia que fosse apresentada a nota fiscal emitida pelo fabricante para aquisição de tratores e caminhões.
Continuará sendo exigida do agricultor e do técnico que elabora o plano ou projeto técnico a apresentação de comprovantes de uso do veículo nas atividades agropecuárias e não agropecuárias geradoras de renda do empreendimento durante, pelo menos, 120 dias por ano. O técnico também deve comprovar a necessidade e a capacidade de pagamento das caminhonetes de carga.
Manual de Crédito Rural
MCR 10.1.39
O crédito para aquisição de veículos novos, sem prejuízo do disposto no MCR 3-3-6, deve atender às seguintes condições:

  • a) podem ser adquiridos veículos de carga, automotores, elétricos ou de tração animal, adequados às condições rurais, inclusive caminhões, caminhões frigoríficos, isotérmicos ou graneleiros, caminhonetes de carga, reboques ou semirreboques e motocicletas adaptadas à atividade rural, que constem da relação da SAF/MDA, observando a descrição mínima e valor máximo de cada item, e, também, do CFI do BNDES, quando se tratar de caminhões, caminhões frigoríficos, isotérmicos ou graneleiros e reboques ou semirreboques;
  • b) deve ser apresentada comprovação técnica e econômica de sua necessidade à instituição financeira, fornecida pelo técnico que elaborou o plano ou projeto de crédito, sempre que o veículo a ser financiado seja automotor ou elétrico;
  • c) deve ser apresentada comprovação de seu pleno emprego nas atividades agropecuárias e não agropecuárias geradoras de renda do empreendimento, durante, pelo menos, 120 (cento e vinte) dias por ano;
  • d) não podem ser financiados caminhonetes de passageiros, caminhonetes mistas e jipes. (Res 4.107)
  • e) o plano, projeto ou orçamento para o financiamento deve conter o código do MDA, referente ao item a ser adquirido e, também, o código do CFI do BNDES, quando se tratar de caminhões, caminhões frigoríficos, isotérmicos ou graneleiros;
  • f) quando se tratar de financiamentos para caminhonetes, a nota fiscal referente à aquisição do bem deverá ser emitida pelo fabricante.



Valor do frete cai no Mato Grosso

O frete de grãos (soja e milho) está 17,8% menor para trechos longos e 13,3% para curtos em Mato Grosso em relação ao ano passado. Os percentuais referem-se ao valor pago pela tonelada de soja ou milho para ser transportada de Sorriso para Santos (trecho longo) e para Rondonópolis (trecho curto). Entre os motivos apontados pelo setor do transporte está a desvalorização da saca do milho.
O frete de grãos de Sorriso para Rondonópolis na última semana de julho estava em R$ 90 a tonelada. O valor era 13,3% maior que os R$ 78 a tonelada verificados na semana passada. Contudo, há relatos de transportadores de que chegou-se a ver o frete saindo a R$ 65 a tonelada na última semana de julho de 2014.
Já para o chamado trecho longo, por exemplo, Sorriso a Santos a queda no mesmo período foi de R$ 280 para R$ 230 a tonelada.
A redução é confirmada Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Mato Grosso (Sindmat). Conforme o diretor do sindicato, Claudio Rigatti, com o fim da colheita da soja a procura por caminhões diminuiu levando o frete a cair entre 10% e 15%.
“Estas são as médias mais comuns, pois o valor do frete depende do trecho de transporte contratado. Em alguns trechos, a queda ultrapassa 20%, o que significa em moeda algo em torno de R$ 60,00 sobre a tonelada, para o trecho entre Sorriso e Porto de Paranaguá (PR)”, comenta Rigatti.
Além do fim da colheita da soja, a desvalorização da saca do milho é outro ponto que está pesando no frete. “É preciso considerar que a desvalorização da saca de milho fez com que os produtores segurassem as negociações. Podemos dizer que com relação ao milho, a comercialização deste produto está ocorrendo com atraso. É isto que o segmento de transporte percebe”.
Custos
As variações e quedas do valor do frete para o transportador impactam nos custos operacionais, pois diante de uma infraestrutura deficitária, ainda tem de enfrentar o aumento do roubo de veículos e de cargas, altos custos do óleo diesel, barreiras fiscais, falta de mão de obra, entre outros.



Empresa é multada em R$ 600 mil por submeter motoristas a jornadas excessivas


A justiça de Santos condenou, no início de julho, a empresa de logística Deicmar a pagar indenização de R$ 600 mil por danos morais coletivos. A Deicmar obrigava seus motoristas de caminhão e carreta a fazer horas extras constantes, chegando a 14 horas de trabalho diário, bem acima do limite legal.
A multa foi resultado de uma ação ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Santos após inquérito civil comprovar as jornadas excessivas, incluindo períodos durante a madrugada.
Em um dos casos revelados pelo inquérito, um motorista entrou no trabalho às 7h e só encerrou o expediente às 20h40. A jornada excessiva repetiu-se no dia seguinte e em diversos outros dias em 2008 (período da investigação). Análise feita por peritos do MPT concluiu que 38% dos empregados haviam trabalhado mais de 10 horas por dia em junho de 2008. Em julho, o percentual subira para 43%, e, em agosto, para 44%. O limite legal no Brasil são 8 horas diárias, que podem ser acrescidas de no máximo 2 horas extras, sempre com adicional de remuneração.
Segundo o procurador do Trabalho Rodrigo Lestrade Pedroso, representante do MPT na ação, a atitude da empresa causaria nos trabalhadores “extremo cansaço físico e mental, o que pode resultar em doenças e acidentes”. Ele ressaltou que, antes de a ação ser ajuizada, a empresa se recusou a firmar um acordo com o MPT, em que se comprometeria a respeitar os direitos de lazer e repouso dos empregados.
Pela decisão, a Deicmar deverá também manter controles de jornada de seus funcionários e não pode exigir deles prestação de serviço acima de 8 horas diárias ou 44 horas semanais (a exceção seria apenas para compensação de jornada com previsão em norma coletiva). A pena pelo descumprimento das obrigações é uma multa diária de R$ 1 mil por obrigação e por trabalhador. As multas serão destinadas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).



Caminhoneiros formam fila de quase 4km na Estrada do Belmont, em RO

belmontMuitos caminhoneiros estão passando horas em fila para o embarque e desembarque de produtos na Estrada do Belmont, Bairro Nacional em Porto Velho. A região que dá acesso a empresas que ficam na margem do Rio Madeira está comprometida depois da enchente em Rondônia. Nessa região portuária ficam as principais empresas de combustíveis e logística do estado.
A fila já tem quase quatro quilômetros. O acostamento não existe. Quem tenta passar e não consegue, precisa parar e esperar até surgir um espaço para retornar. Durante toda esta segunda-feira (4), seguir adiante em alguns pontos da Estrada do Belmont foi praticamente impossível.
Para tentar solucionar o problema, em alguns trechos, os próprios caminhoneiros se organizaram para liberar pelo menos um sentido da pista. Segundo eles, muitos estão parados desde as 9 horas, sem almoçar.
Em meio ao caos, quem aproveitou para faturar foram os vendedores ambulantes. Mas nem todos tiveram sorte. O comerciante Rosemar Guimarães recebeu várias encomendas de marmitex e não conseguiu entregar porque o trecho até os clientes estava travado.
Todo o problema acontece por causa da falta de estrutura na pista, contam os motoristas e moradores próximos à via. Como alguns trechos do rio fizeram com que a terra dos barrancos cedesse, os estacionamentos das empresas ficaram comprometidos. Por isso, os caminhões, precisam ficar parados na pista, esperando para descarregar os produtos.