Veja os pontos de bloqueios nas estradas do país nesta quinta-feira

A view of a truckers' protest on the BR 381 highway in Betim

Apesar de a Justiça já ter determinado a liberação das rodovias federais em 6 estados (Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Ceará), e em 14 municípios de outros cinco estados (Paraná, Goiás, Tocantins, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), caminhoneiros seguem protestando nas estradas do país nesta quinta-feira (26).
Às 19h, nove estados registravam protestos, seis deles com bloqueio: CE, MT, MS, PR, RS, SC. No Rio, caminhoneiros protestam em frente a uma refinaria de sal em Cabo Frio contra o valor do frete. Não há interdição de rodovia.
Em Minas, a BR-050, entre Divinópolis e Itaúna, bloqueada desde segunda-feira (23), foi liberada nesta manhã. Já no trecho entre Uberlândia para Araguari, o bloqueio começou às 8h e terminou às 15h. No CE, caminhoneiros chegaram a fechar a BR-116, em Fortaleza, liberaram no fim da manhã, mas bloquearam outro trecho, em Tabuleiro do Norte.
No interior de São Paulo, o grupo de caminhoneiros da região de Assis (SP) que interditou pelo segundo dia seguido parte da rodovia Raposo Tavares (SP-270), no quilômetro 426, entre Cândido Mota e Palmital, liberou as pistas por volta das 15h. Também no interior, a rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) foi liberada pelos caminhoneiros que se protestavam desde o início da manhã – tanto o km 560, em Parapuã, quanto o km 518, em Pacaembu, foram desocupados às 17h25, segundo a Polícia Militar Rodoviária.
Já no litoral paulista, caminhoneiros bloqueou a Via Anchieta durante dez minutos, mas atrapalharam o tráfego na rodovia por cerca de duas horas.
Em Goiás, caminhoneiros que protestavam na BR-364, em Mineiros, liberaram a rodovia por volta das 15h  após serem notificados de duas liminares expedidas pela Justiça Federal.
Na noite desta quarta (25), uma reunião entre sindicatos e associações que representam os caminhoneiros e o governo tentou pôr fim à greve. Os trabalhadores aceitaram a proposta, mas o acordo não contou com o apoio de Ivar Luiz Schmidt, que se diz representante do Comando Nacional do Transporte. O movimento, segundo ele, é responsável por cerca de 100 pontos de bloqueio nas estradas.
Veja abaixo a lista com os pontos de bloqueio:
CE:
BR-116, no km 213, em Tabuleiro do Norte

MS:
BR-163, no km 256, em Dourados
BR-163, no km 267, em Dourados
BR-163, no km 270, em Dourados
BR-163, no km 466, em Campo Grande
BR-262, no km 321, em Campo Grande
BR-267 no km 362, em Maracaju
BR-463, no km 102, em Ponta Porã

MT:
BR-070, no km 274, em Primavera do Leste
BR-070, no km 285, em Primavera do Leste
BR-364, no km 196, em Rondonópolis
BR-364, no km 397, em Cuiabá
BR-163, no km 588, em Diamantino
BR-163, no km 593, em Nova Mutum
BR-163, no km 614, em Diamantino
BR-163, no km 686, em Lucas do Rio Verde
BR-163, no km 745, em Sorriso
BR-163, no km 845, em Sinop

PR:
BR-163, no km 32, em Santo Antônio Do Sudoeste
BR-163, no km 64, em Pérola D’oeste
BR-272, no km 364, em Campo Mourão
BR-277, no km 238, em Irati
BR-277, no km 338, em Guarapuava
BR-277, no km 455, em Laranjeiras do Sul
BR-277, no km 600, em Cascavel (próximo ao Trevo Cataratas)
BR-369, no km 397, em Mamborê
BR-369, no km 501, em Corbélia
BR-373, no km 265, em Prudentópolis
BR-373, no km 478, em Coronel Vivida
BR-376, no km 137, em Nova Esperança
BR-376, no km 158, em Mandaguaçu
BR-376, no km 353, em Ortigueira
BR-467, no km 76, em Toledo
BR-476, no km 361, em União Da Vitória
BR-487, no km 197, em Campo Mourão
BR-487, no km 189, em Campo Mourão
PRC 158, no km 528, em Vitorino
PR-160, no km 53, em Cornélio Procópio
PR-170, no km 26, em Florestópolis
PR-170, no km 381, em Guarapuava
PR-180, no km 203, em Goioerê
PR-180, no km 205, em Goioerê
PRC-180, no km 465, em Francisco Beltrão
PR-182, no km 320, em Toledo
PR-182, no km 459, em Realeza
PR-182, no km 481, em Ampére
PR-218, no km 254, em Astorga
PR-239, no km 539, em Nova Aurora
PRC-280, no km 134, em Palmas
PRC 280, no km 194, em Mariópolis
PRC-280, no km 255, em Marmeleiro
PRC-280, no km 175, em Clevelândia
PR-281, no km 255, em Chopinzinho
PR-281, no km 542, em Dois Vizinhos
PR 281, no km 467, em Chopinzinho
PR-317, no km 047, em Santa Fé
PR-317, no km 055, em Santa Fé
PR-323, no km 36, em Sertanópolis
PR-323, no km 163, em Paiçandu
PR-323, no km 303, em Umuarama
PR-323, no km 311, em Umuarama
PR-444, no km 08, em Arapongas
PR-445, no km 80, em Cambé
PR-458, no km 000, em Flórida
PR-463, no km 002, em Nova Esperança
PRC-466, no km 245, em Guarapuava
PR-466, no km 100, em Jardim Alegre
PRC-466, no km 179, em Pitanga
PR-471, no km 222, em Nova Prata do Iguaçu
PR-479, no km 86, em Moreira Sales
PR-483, no km 001, em Francisco Beltrão
PR-491, no km 001, em Marechal Cândido Rondon
PRC-487, no km 295, em Manoel Ribas
PR-558, no km 004, em Campo Mourão
PR- 562, no km 085, em São João
PR 566, no km 12, em Itapejara

RS:
BR-101, no km 22, em Três Cachoeiras
BR-101, no km 53, em Terra de Areia
BR-116, no km 114, em São Marcos
BR-116, no km 389, em Camaquã
BR-116, no km 397, em Camaquã
BR-116, no km 401, em Camaquã
BR-116, no km 454, em São Lourenço do Sul
BR-116, no km 465, em São Lourenço do Sul
BR-116, no km 481, em Pelotas
BR-116, no km 529, em Pelotas
BR-116, no km 612, em Arroio Grande
BR-153, no km 53, em Erechim
BR-158, no km 202, em Cruz Alta
BR-158, no km 243, Júlio de Castilhos
BR-158, no km 265, em Júlio de Castilhos
BR-285, no km 337, em Carazinho
BR-285, no km 568, em São Luiz Gonzaga
BR-287, no km 332,5, em São Vicente do Sul
BR-287, no km 397, em Santiago
BR-290, no km 215, em Pantano Grande
BR-293, no km 125, em Candiota
BR-386, no km 37, em Frederico Westphalen
BR-386, no km 41, em Frederico Westphalen
BR-386, no km 50, em Seberi
BR-386, no km 219, em Ubirapuitã
BR-386, no km 269, em Fontoura Xavier
BR-392, no km 66, em Pelotas
BR-392, no km 76, em Morro Redondo
BR-392, no km 297, em São Sepé
BR-392, no km 655, em Cerro Largo
BR-392, no km 638, em Guarani das Missões
BR-468 , no km 0, em Palmeira das Missões
BR-470, no km 11, em Barracão
BR-471, no km 137, em Santa Cruz do Sul
BR-472, no km 115, em Boa Vista do Buricá
BR-472, no km 155, em Santa Rosa
BR-472, no km 164, em Santa Rosa
BR-472, no km 167, em Santa Rosa
BR-472, no km 478, em Itaqui
ERS-122, no km 69, em Caxias do Sul
ERS-126 , no km não informado, em Paim Filho
ERS-155, no km 65, em Santo Augusto
ERS-208, no km 42, em Maximiliano de Almeida
ERS-210, no km não informado, em Boa Vista do Buricá
ERS-211, no km 43, em Paulo Bento
ERS-287, no km não informado, em Venâncio Aires
ERS-307, no km 49, em Santa Rosa
ERS-324, no km 02, em Ronda Alta
ERS-332, no km 60, em Arvorezinha
ERS-342, no km não informado, em Ijuí
ERS-342 – km não informado, em Catuípe
ERS-332, no km 139, em Espumoso
ERS-344, no km 28, em Tuparendi
ERS-344, no km 44, em Independência
ERS-404, no km 04, em Sarandi
ERS-406, no km 01, no entroncamento com a ERS-324, em Planalto (próximo a Nonoai)
ERS-436, no km 02, em Taquari
ERSC-453 , no km não informado, em Venâncio Aires
ERSC-470, no km 182, em Veranópolis
ERS-470, no km não informado, em Nova Prata
ERSC-472, no km não informado, em Palmitinho
ERSC-481, no km 09, em Estrela Velha
VRS-816, no  km 00, em Venâncio Aires

SC:
BR-101, no km 404, em Maracajá
BR-116, no km 41, em Papanduva
BR-116, no km 54, em Papanduvas
BR-116, km 138, em Santa Cecília
BR-158, no km 109, em Cunha Porã
BR-158, no km 139, em Palmitos
BR-282, no km 340, em Campos Novos
BR-282, no km 380, em Joaçaba
BR-282, no km 505, em Xanxerê
BR-282, no km 571, em Nova Erechim
BR-282, no km 605 (trevo), em Maravilha
BR-282, no km km 645,6, em São Miguel D’o Oeste
BR-470, no km 316, em Campos Novos
BR-470, no km 174, em Pouso Redondo
BR-470, no km 178, em Pouso Redondo
BR-470, no km 252, em Curitibanos
SC-135, no km 119, em Videira
SC-135, no km 139, em Tangará
SC-157, no km 1, em São Lourenço do Oeste
SC-157, km 54, em Quilombo
SC-160, no km 0, em Campo Erê
SC-163, no km 58, em São Miguel do Oeste
SC-386, no km 0, em Iporã do Oeste
SC-415, km 21,5, em Itapoá

Fonte: G1



Lei dos Caminhoneiros sem vetos é um erro e acidentes vão aumentar

imagem:google
A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) criticou a decisão anunciada pela presidente Dilma Rousseff de sancionar o Projeto de Lei 4.246/12 – conhecido como Lei dos Caminhoneiros – sem vetos, como tentativa de colocar fim à mobilização da categoria.
Para a entidade que representa as concessionárias de rodovias, se aprovada sem vetos, a nova lei “vai significar exatamente o oposto do que a sociedade deseja”. “Na prática, passaremos a ter, por exemplo, estradas com mais acidentes, pedágios mais caros, fretes mais elevados, aumento dos custos logísticos e dos preços finais dos produtos transportados por vias rodoviárias”, diz a nota da entidade.
“O que poderia ser um avanço para a categoria vai se transformar num grande retrocesso para a profissão, pesar no bolso dos brasileiros e aumentar as taxas de acidente e mortalidade na estrada”, completa o texto.
Nesta madrugada, governo e caminhoneiros chegaram a um acordo para acabar com os bloqueios nas estradas. “Nossa expectativa é que a categoria se sensibilize com as conquistas e encerre o movimento”, disse o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, após o acordo.
O acordo fechado na madrugada garante sanção integral da Lei do Caminhoneiro; carência de 1 ano para pagamento das parcelas de financiamento de caminhões pelo Finame e Pró-Caminhoneiro; elaboração de tabela referencial de frete por entidades representativas de caminhoneiros, transportadoras e embarcadores com mediação do Ministério dos Transportes; e ausência de aumento de diesel para caminhoneiros por seis meses, entre outras questões.
O documento foi assinado por Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência), pelo ministro Antônio Carlos Rodrigues (Transportes) e 11 representantes de trabalhadores.
Para a ABCR, “ao arcar com custos logísticos mais elevados, viagens mais demoradas, manutenção mais frequente do caminhão, os caminhoneiros serão os mais prejudicados”. A entidade destaca ainda que é preciso envolver os embarcadores no debate da nova lei.
“É importante lembrar que os caminhoneiros têm direito ao vale pedágio, a ser pago pelo embarcador. Há, portanto, necessidade de envolver os embarcadores em toda esta discussão do PL antes de sancionar uma lei que poderá ter sérias consequências para a própria categoria”, diz a nota.
A entidade diz ainda que um dos efeitos da liberação do pagamento do eixo suspenso será o aumento do pedágio para todos os usuários, “como forma de manter viabilidade das concessões de rodovias”.
“O aumento do peso dos caminhões também vai significar pedágios mais caros. Isso porque os efeitos da sobrecarga sobre a vida útil dos pavimentos são de redução média de mais de 1,5 ano na vida útil do pavimento para 5% de sobrecarga e redução de mais de 3 anos na vida útil do pavimento para 10% de sobrecarga”, explica a entidade. “Na ponta, isso significa acréscimo considerável do custo de manutenção das rodovias brasileiras, sejam elas públicas ou privadas”, completa.
A ABCR ressalta que espera que o governo federal realize “uma análise técnica” das questões apontadas pelas concessionárias, “para que não se prossiga com a sanção de artigos que significarão, na ponta, mais acidentes, rodovias menos seguras e caminhoneiros autônomos mais sobrecarregados.”
Fonte: DCI



Fretes estão 14% abaixo do custo mínimo do serviço

O preço pago pelas empresas que querem transportar sua mercadoria pelo país aos caminhoneiros e companhias transportadoras de carga está pelo menos 14% abaixo do custo mínimo para se fazer esse serviço.
É o que aponta pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), entidade que agrega empresas que têm frotas de caminhão para transporte.
Chamado índice de defasagem do frete, o valor vem aumentando nos últimos anos. Conforme mostrado em setembro de 2014, a defasagem na época era de 9,7% e havia subido dois pontos percentuais em menos de um ano.
A defasagem do preço do frete é apontada como o motivo da paralisação dos caminhoneiros em todo o país, iniciada na semana passada.
Os caminhoneiros pedem que o governo reduza o preço do combustível, do pedágio e aumentem a permissão para eles dirigirem por mais tempo como forma de melhorar justamente os ganhos com o trabalho.
Esse índice da NTC&Logística considera todos os custos que uma empresa transportadora tem para realizar o serviço, incluindo mão de obra, diesel, compra e reposição de equipamentos, entre outros. E aponta qual seria o valor mínimo que as empresas deveriam receber dos clientes para fazer o serviço.
Depois é feita uma sondagem com companhias do setor para saber qual valor médio real que elas estão cobrando dos clientes para fazer o transporte. A diferença entre um valor e outro é considerada a defasagem.
Reajustes
O aumento da defasagem se deu por causa dos recentes reajustes nos custos das tarifas públicas e, principalmente, do diesel. Segundo a pesquisa, o combustível deverá subir 8% num período de menos de seis meses. Para distâncias acima de 400 km, o custo do frete deverá ficar ente 2% e 3% maior somente pelo aumento do diesel.
Como o índice de defasagem é de janeiro de 2015, ele ainda não capturou todo o impacto do aumento do diesel deste ano e a defasagem atual é ainda maior que os 14% medidos no mês passado.
Outro fator que colabora para o déficit é queda da atividade econômica. Com mais caminhões disponíveis para fazer o transporte, as empresas transportadoras e caminhoneiros autônomos não conseguem repassar os aumentos de custo aos chamados embarcadores ou donos da carga.
Para se ter uma ideia, o custo médio do transporte cresceu 4% nos 12 meses anteriores a janeiro, contra um crescimento do IPCA de 7%. Segundo a associação, outro custo que vem subindo é com a segurança devido ao aumento dos roubos de carga.
Fonte: Folha Press



PRF vai multar caminhoneiros que mantiverem bloqueios nas rodovias

Greve dos Caminhoneiros

Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que os caminhoneiros que bloquearem rodovias serão multados, individualmente, em valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por hora — valores que vinham sendo determinados pela Justiça, conforme a rodovia.
Cardozo explicou que os dados da Polícia Rodoviária Federal serão usados pela Advocacia-Geral da União (AGU) para identificar os caminhoneiros e cobrar judicialmente a aplicação da multa estabelecida por descumprimento da ordem judicial.
O ministro disse ainda que a pasta recebeu relatos de que “atos ilícitos” estariam sendo praticados nas manifestações. O ministro pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar os abusos ocorridos nas estradas.
Conforme o ministro, o governo está aberto à negociação com a categoria e empresários do setor, mas alguns manifestantes não estariam dispostos ao diálogo. De acordo com Cardozo, apesar da dinâmica do movimento, é possível afirmar que houve um “refluxo claro” do movimento dos caminhoneiros.
Nesta tarde, sete Estados participavam das manifestações, sendo que os protestos estavam mais concentrados no sul do país. No Rio Grande do Sul, por volta das 14h, eram 75 os pontos de bloqueios em rodovias estaduais e federais.
Fonte: Zero Hora