Polícia Federal abrirá inquérito para investigar União Brasil Caminhoneiro.
Bens do presidente do movimento dos caminhoneiros foram bloqueados.
Armados e com escudos, policiais militares e rodoviários ocuparam, no
fim do dia, a BR-472, em Santa Rosa. A ação foi para liberar a estrada,
bloqueada pelos manifestantes.
Por medida de segurança, os policiais permaneceram no local até que
todos os caminhoneiros liberassem a pista, que estava bloqueada desde
segunda-feira (1), quando os protestos iniciaram.
O Ministério da Justiça diz que há indícios, e determinou que a Polícia
Federal abra inquérito para investigar o movimento União Brasil
Caminhoneiro. O Governo Federal suspeita que a paralisação tenha sido
coordenada por empresários do setor de transportes, o chamado locaute,
que é crime.
“Há índícios claros de que interesses de grupos econômicos ou empresas
podem estar por trás disso. E esses indícios são fortes”, diz José
Eduardo Cardozo, ministro da Justiça.
Os bens do presidente do movimento dos caminhoneiros, Nélio Botelho,
foram bloqueados pela Justiça. Segundo a Advocacia-Geral da União,
Botelho também é presidente da Cobrascam, cooperativa de motoristas
autônomos, que tem 39 contratos com a Petrobras no valor de R$ 4 milhões
por mês.
Nélio negou. “Eu não sei de onde o governo está obtendo essas
informações. Eu sou presidente da cooperativa dos caminhoneiros e estou
menos informado do que o próprio governo”, diz.
Nesta quarta-feira (3), na Câmara dos Deputados, foram aprovadas mudanças na Lei dos Caminhoneiros. Entre elas, está a diminuição do descanso, que cairia de 11 para oito horas ininterruptas Essas mudanças têm que ser aprovadas por outras comissões.
Nesta quarta-feira (3), na Câmara dos Deputados, foram aprovadas mudanças na Lei dos Caminhoneiros. Entre elas, está a diminuição do descanso, que cairia de 11 para oito horas ininterruptas Essas mudanças têm que ser aprovadas por outras comissões.
Os manifestantes, que bloquearam estradas em seis estados nesta
quarta-feira, também pedem a redução do pedágio, além de mais subsídio
para o óleo diesel, mas muitos caminhoneiros não concordam com as
estradas fechadas nos protestos.
A Petrobras não se manifestou sobre os contratos com a cooperativa de motoristas autônomos.
A Petrobras não se manifestou sobre os contratos com a cooperativa de motoristas autônomos.
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